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Aprovado projeto que garante às gestantes direito de escolher tipo de parto na rede pública de saúde em MT

Aprovado projeto que garante às gestantes direito de escolher tipo de parto na rede pública de saúde em MT

Aprovado em segunda votação

Aprovado projeto que garante às gestantes direito de escolher tipo de parto na rede pública de saúde em MT

Texto prevê autonomia da gestante, direito à analgesia e acompanhante durante o parto; proposta segue para sanção do governador

© Arquivo/MDS

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, nesta quarta-feira (16), em segunda votação, o Projeto de Lei nº 553/2025, que garante às gestantes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) o direito de optar pela cesariana a partir da 39ª semana de gestação, desde que não haja contraindicação médica.

De acordo com o texto, a escolha da mulher deve ser respeitada após a devida orientação médica sobre os benefícios do parto normal e os riscos do procedimento cirúrgico. A proposta reforça o princípio da autonomia da gestante e responde a uma demanda crescente por mais liberdade de escolha no sistema público de saúde.

O projeto também assegura o direito à analgesia durante o parto normal, caso desejado pela paciente, e garante a presença de um acompanhante de livre escolha durante o trabalho de parto, o parto em si e o pós-parto imediato, conforme já previsto na legislação federal (Lei nº 11.108/2005).

Além disso, os estabelecimentos de saúde da rede pública deverão afixar, em local visível, informações sobre os direitos das gestantes, contribuindo para maior transparência e conscientização. As orientações sobre os tipos de parto e seus respectivos riscos e benefícios deverão ser repassadas ainda durante o pré-natal.

O texto também prevê que, nos casos em que houver recomendação clínica para a realização da cesariana antes da 39ª semana, a decisão caberá ao médico responsável, que deverá justificar a conduta e registrá-la em prontuário.

A proposta foi aprovada em um cenário de discussões sobre a violência obstétrica e o direito das mulheres a um parto respeitoso, com base na autonomia informada e na segurança clínica. Mato Grosso se junta a outros estados que têm regulamentado o direito de escolha das gestantes no SUS.

O projeto segue agora para análise e eventual sanção do governador.

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