Alta Floresta foi destaque em um levantamento apresentado pelo conselheiro Alisson Alencar, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), que avaliou a autonomia fiscal de 25 municípios mato-grossenses com base nos dados de arrecadação de 2024.
De acordo com o estudo, Alta Floresta ocupa a terceira colocação no ranking de arrecadação tributária própria, com 21,17% de sua receita total proveniente de tributos municipais. O índice coloca o município atrás apenas de Sinop, que lidera com 29,93%, e de Campo Novo do Parecis, com 22,40%.
O levantamento aponta que a capacidade de arrecadar recursos próprios é um dos principais indicadores da saúde financeira dos municípios, pois reduz a dependência de repasses estaduais e federais e amplia a autonomia para investimentos e planejamento da gestão pública.
Na média dos 25 municípios analisados, apenas 19,57% das receitas são geradas por arrecadação própria, enquanto mais de 62% dos recursos têm origem em transferências obrigatórias. Com desempenho acima dessa média, Alta Floresta figura entre os municípios que apresentam maior capacidade de transformar a atividade econômica local em receitas para os cofres públicos.
Durante a apresentação dos resultados, o conselheiro Alisson Alencar ressaltou que os municípios precisam fortalecer suas estruturas de arrecadação, especialmente diante dos impactos da Reforma Tributária, que alterará a forma de distribuição de recursos nos próximos anos.
O estudo também destacou que a eficiência da gestão tributária pode ser tão importante quanto o tamanho da economia local. Segundo o TCE-MT, municípios que investem em modernização dos sistemas de arrecadação, atualização cadastral e combate à inadimplência conseguem ampliar suas receitas e fortalecer a autonomia financeira.
Como desdobramento do levantamento, o Tribunal de Contas propôs uma série de medidas para aperfeiçoar a gestão tributária municipal. As recomendações incluem a modernização dos sistemas de arrecadação, ações de educação fiscal, atualização da Planta Genérica de Valores e aprimoramento dos mecanismos de cobrança de tributos.
Os gestores dos municípios avaliados terão prazo de 60 dias para apresentar ao TCE-MT um plano de providências com as ações que pretendem implementar para fortalecer a arrecadação e a sustentabilidade fiscal das administrações municipais.





