A advogada Maria Luiza Borges, do município de Alta Floresta, está alarmada com a crescente onda de golpes aplicados por criminosos que têm acessado processos de clientes e se passando por advogados para cobrar valores fraudulentos em troca da liberação de benefícios ou aposentadorias.
Em entrevista à imprensa, a doutora Maria Luiza explicou que os estelionatários têm utilizado seus dados pessoais, como nome, foto e informações do escritório, para criar perfis falsos e contatar clientes. Eles alegam que o processo foi concluído e que os benefícios estão prontos para serem liberados, mas exigem o pagamento de taxas para realizar a liberação, o que é totalmente falso.
“Já foram cerca de 20 casos em que estelionatários usaram minha foto, meu nome e outros dados para aplicar o golpe. E não sou a única. Tenho colegas aqui de Alta Floresta e também de Carlinda que estão sendo vítimas desses criminosos. Por isso, faço um alerta para que a população esteja atenta”, disse a advogada.
Maria Luiza aconselha que, se algum cliente receber ligações ou mensagens relacionadas a processos na área previdenciária, deve sempre verificar se realmente está falando com seu advogado ou escritório. “Se alguém que está com uma ação na Previdência Social receber alguma mensagem ou telefonema, é fundamental confirmar se é realmente o advogado que está entrando em contato. Caso contrário, não forneça seus dados e não transfira qualquer valor. É golpe”, alertou.

A advogada também ressaltou que, embora muitos desses golpes envolvam pessoas de fora de Mato Grosso, estelionatários estão conseguindo acessar processos através do sistema eletrônico do Tribunal de Justiça, o que facilita a comunicação com os clientes. “O importante é estar atento a detalhes como o número de telefone, a cidade de origem da ligação e qualquer outra discrepância. Se houver qualquer dúvida, não forneça informações nem faça transferências de dinheiro”, orientou Maria Luiza.
A advogada finalizou sua fala pedindo para que a população se mantenha vigilante, visto que golpes como esses estão cada vez mais sofisticados, e a identificação dos criminosos pode ser difícil, uma vez que eles se aproveitam de dados públicos disponíveis online.
Com informações Arão Leite – Jornal da Cidade





