Pesquisar

Governo de MT corta incentivos da Azul após suspensão de voos; Alta Floresta está entre as cidades mais afetadas

Governo de MT corta incentivos da Azul após suspensão de voos; Alta Floresta está entre as cidades mais afetadas

Impacto no Turismo e Agronegócio

Governo de MT corta incentivos da Azul após suspensão de voos; Alta Floresta está entre as cidades mais afetadas

Lei sancionada prevê devolução de benefícios fiscais e punições a companhias que encerrarem rotas sem aviso; medida é resposta ao corte de seis destinos regionais pela Azul em julho

Aeronave da Azul decolando. (Foto: Divulgação/Azul)

O Governo de Mato Grosso sancionou, na sexta-feira (19), a Lei nº 10.395/2025, que retira os incentivos fiscais concedidos à companhia Azul Linhas Aéreas em virtude do cancelamento de seis rotas regionais em julho deste ano. As rotas afetadas tinham origem no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, e incluíam destinos como Alta Floresta (MT), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Goiânia (GO), Brasília (DF) e Maceió (AL).

A decisão do governo estadual vem em resposta ao descumprimento das obrigações previstas no Programa Estadual de Incentivo à Aviação Regional — Voe MT, instituído pela Lei 10.395/2016. Conforme a nova lei sancionada, as companhias que encerram rotas abruptamente, sem justificativa técnico-operacional ou aviso prévio de 90 dias, poderão sofrer sanções severas: perda imediata dos incentivos fiscais, devolução ao erário dos valores recebidos nos últimos 24 meses, proibição de novos convênios por até cinco anos e inclusão no cadastro estadual de empresas inidôneas (em casos de má-fé).

Alta Floresta é uma das cidades mais impactadas por essas mudanças, já que sua rota aérea era considerada estratégica para ecoturismo e atividades econômicas regionais. Em Sorriso, entretanto, a Azul retomou os voos no Aeroporto Regional Adolino Bedin em 4 de agosto, após negociações entre a prefeitura e a Infraero.

O ex-senador Jayme Campos foi um dos críticos mais ativos da suspensão de rotas pela Azul, classificando como “retrocesso grave” e afirmando que o corte compromete mobilidade, turismo e agronegócio no estado.

Com a nova lei, o governo sinaliza que a política de incentivos à aviação regional será aplicada com rigidez: não haverá mais espaço para descumprimentos sem consequências, especialmente quando há recursos públicos envolvidos na promoção dessas rotas.

Receba as notícias do Nativa News no seu WhatsApp.

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
Imprimir

Comentários