O custo da cesta básica registrou aumento no início de março em Cuiabá. Dados do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) apontam que o valor teve alta de 0,59%, alcançando R$ 791,03, após oscilações observadas nas últimas semanas.
Segundo o levantamento, oito dos 13 produtos que compõem a cesta básica apresentaram aumento de preço na capital mato-grossense.
Apesar da elevação recente, no comparativo anual ainda há redução. Em relação ao mesmo período do ano passado, o custo atual está 2,57% menor, já que em fevereiro de 2025 a cesta era comercializada por R$ 811,92.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou que as variações registradas indicam um cenário de controle inflacionário nos alimentos, com mudanças pontuais influenciadas principalmente por fatores climáticos.
Entre os produtos que tiveram aumento está a batata, que registrou alta de 8,91%, chegando à média de R$ 4,53 o quilo. No comparativo anual, o preço do tubérculo está 6,55% mais caro. De acordo com o boletim, as chuvas nas principais regiões produtoras têm afetado a qualidade e o ritmo da colheita, reduzindo a oferta no mercado.
O feijão também apresentou aumento, com variação semanal de 4,06% e preço médio de R$ 7,18 o quilo. O crescimento é atribuído à menor produção nas lavouras, já que o período se aproxima da próxima safra. Em comparação ao mesmo período do ano passado, o produto está 14,39% mais caro.
Por outro lado, o tomate registrou queda de 5,10%, com preço médio de R$ 6,04 o quilo. Mesmo com o volume elevado de chuvas, a oferta do produto segue estável. A redução no valor também pode estar relacionada à qualidade inferior dos frutos, que apresentam manchas e machucados.
Segundo a Fecomércio-MT, a dinâmica dos preços dos itens da cesta básica depende de fatores como oferta, condições climáticas, estrutura de mercado e estágio de produção das lavouras, o que explica as variações entre os produtos.
O levantamento também aponta que, apesar da leve alta registrada no início de março, o cenário anual ainda indica inflação alimentar moderada, com impacto menor do que o observado no mesmo período do ano passado.





