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Brasil pode enfrentar falta de combustíveis, alertam entidades do setor

Brasil pode enfrentar falta de combustíveis, alertam entidades do setor

Pressão externa

Brasil pode enfrentar falta de combustíveis, alertam entidades do setor

Associações do setor citam impacto do conflito no Oriente Médio e medidas ainda não implementadas como fatores de pressão

Caminhão abastece com diesel em posto de combustível — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Brasil pode enfrentar risco de desabastecimento de combustíveis caso não sejam adotadas medidas urgentes para garantir o equilíbrio do mercado. O alerta foi feito por entidades representativas do setor, que divulgaram uma nota conjunta destacando preocupações com o cenário internacional e seus reflexos sobre o abastecimento nacional.

O documento é assinado por entidades como a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), a Brasilcom, a Fecombustíveis, a Refina Brasil, o Sincopetro e o Sindicom, que representam diferentes elos da cadeia, de importadores a distribuidores e revendedores.

Segundo as organizações, o conflito no Oriente Médio tem aumentado a volatilidade no mercado global de petróleo, pressionando preços e afetando a cadeia de suprimentos. Esse contexto, combinado a fatores internos, pode comprometer a regularidade do fornecimento de combustíveis no país.

As entidades ressaltam que, apesar das medidas anunciadas pelo governo federal, como a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel e a previsão de uma subvenção de R$ 0,32 por litro, os efeitos ainda não são imediatos nem garantem alívio integral ao consumidor. Isso porque o preço final depende de uma série de variáveis, incluindo custos logísticos, tributação e a composição do combustível.

Outro ponto de atenção é a recente alta no preço do diesel A anunciada pela Petrobras, de R$ 0,38 por litro. De acordo com o setor, esse reajuste pode representar um aumento aproximado de R$ 0,32 por litro no diesel B, vendido nos postos, ampliando a pressão sobre os custos.

A nota também destaca que parte relevante do abastecimento nacional depende de importadores e refinarias privadas, que seguem as referências internacionais de preços. Com isso, oscilações no mercado externo tendem a impactar diretamente o custo e a disponibilidade de combustíveis no Brasil.

Diante desse cenário, as entidades defendem a adoção rápida de medidas para evitar um agravamento da situação. “Faz-se necessária a adoção de providências, com a maior brevidade possível, de modo a evitar o agravamento dos riscos de desabastecimento nacional”, afirmam.

As organizações dizem ainda estar abertas ao diálogo com autoridades e à construção de soluções que garantam a segurança energética e o funcionamento regular do mercado.

Fonte: R7

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