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Policiais vítimas das falhas de pistolas relatam dor física e emocional

Policiais vítimas das falhas de pistolas relatam dor física e emocional

Policiais vítimas das falhas de pistolas relatam dor física e emocional

Policiais militares e civis de Mato Grosso, vítimas das pistolas da empresa brasileira Taurus, relatam acidentes que sofreram à paisana ou a trabalho por falha de peças que mesmo travadas dispararam ou travaram em situação inversa. Acidentes que trouxeram além de problemas físicos, mas também emocionais. 

E falar sobre eles é hoje uma forma de pressão para tentar mudar o armamento utilizado pelas Forças deSegurança não só do Estado, mas de todo o país. Vítimas, quase sempre atingidas nas partes íntimas, apesar do constrangimento, tornam públicas as suas histórias.

Investigador da Polícia Civil há 11 anos, uma das vítimas perdeu um testículo. Casado, pai de dois filhos, conta que em dezembro de 2012 a arma dele, uma pistola PT 940 da Taurus, caiu no chão, disparou e a bala explodiu no testículo esquerdo.

A arma estava alimentada com uma munição das mais lesivas, com grande poder de stop power, termo que quer dizer paralisação do alvo. “Ia treinar, às 5h30. Minha arma escorregou da minha mão e, em contato com o solo, disparou e atingiu a virilha.

Eu jogava tênis na época. Sangrei muito. Quando cheguei ao hospital entrei em colapso por perda de sangue, embora o socorro tenha sido imediato, meu vizinho escutou o disparo e me levou. No hospital, desmaiei, acordei cinco ou seis dias depois, estava em coma. Fiquei 21 dias internado, desses seis em coma. Quase morri. A bala passou pelo testículo, bateu na alça do ílio, que é uma parede óssea da bacia.

Quebrou o osso e chicoteou para o meu abdome, onde ainda está. Não foi possível retirá-la porque, na época, preferiram me salvar do que procurar a munição. Hoje em dia não posso fazer ressonância magnética, porque puxa toda parte metálica para fora e a munição pode se movimentar para fora do meu corpo, além de ter perdido um testículo tenho esse agravante”, lamenta.

Outro lado – Por causa destes acidentes, a confiabilidade nas pistolas da Taurus tem sido questionada. O Governo do Estado criou uma comissão que estuda a uniformização do armamento estadual e a troca das armas da Taurus. O Ministério Público analisa acionar a empresa para que indenize o Estado.
Desde que os primeiros casos de vítimas da Taurus vieram à tona, a empresa vem se manifestando no sentido de cobrar perícia das armas, alegando que não há falhas e se colando à disposição para quaisquer esclarecimentos sobre o assunto por parte das autoridades da segurança pública e Judiciário.

Fonte: GD

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