A sargento Andreia Pereira de Moura Cardoso da Casa Militar, que teve envolvimento no escândalo das interceptações telefônicas ilegais no âmbito da Polícia Militar, foi exonerada do cargo pelo governador Pedro Taques (PSDB), em publicação no Diário Oficial desta terça (13).
Andréia trabalhava, exclusivamente, na parte de interceptações telefônicas. Em seu depoimento, ela citou que o secretário de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) coronel Airton Benedito Siqueira Júnior como mandante do esquema de escutas telefônicas ilegais ao lado do coronel Zaqueu Barbosa, hoje preso. Contudo, Taques já disse não afasta Siqueira do cargo.
Além de citar Zaqueu e Siqueira, a sargento relata que foi recrutada para realizar os “serviços” pelo então comandante do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), coronel Airton Benedito, entre 2014 e 2015.
Nesta linha, o coronel teria pedido para que ela procurasse o comandante geral da PM, Zaqueu, pois ele teria um serviço na atividade de inteligência. Andréia revela que Zaqueu a atendeu e explicou que ela trabalharia exclusivamente nas interceptações telefônicas e apresentou o PM Gerson como o oficial que lhe mostraria como desenvolver o serviço.
Grampos
Os grampos ilegais foram denunciados pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, ex-secretário estadual de Segurança Pública. Os fatos já foram comunicados à procuradoria geral da República (PGR), que deve instaurar procedimento investigativo.
A lista de números grampeados ilegalmente ainda inclui a deputada estadual Janaina Riva (PMDB), o jornalista José Marcondes, o Muvuca, e o advogado José Patrocínio. Também foram grampeados Kely Arcanjo Ribeiro Zen, filha do contraventor João Arcanjo Ribeiro, o desembargador aposentado José Ferreira Leite e também Tatiana Sangali Padilha suposta amante de Paulo Taques, ex-chefe da Casa Civil, que deixou a pasta no dia que o caso veio à tona.
Taques afirma que levou ao conhecimento do Gaeco a denúncia de interceptações telefônicas ilegais quando teve conhecimento e foi arquivada. Segundo o governador, as denúncias que existem seriam fraudadas pelo ex-secretário de Segurança promotor Mauro Zaque.





