O deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), que deixou a prisão há poucos dias, desistiu de assumir a presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), enquanto o presidente do órgão assume interinamente o governo do estado durante a viagem do governador Pedro Taques à China.
Fabris ficou preso por 40 dias acusado de obstrução à Justiça, durante a Operação Malebolge, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é citado na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e aparece em um vídeo reclamando do valor de uma suposta propina. A defesa dele as acusações.
Em nota, o presidente da ALMT, Eduardo Botelho, afirmou que Fabris abdicou do exercício da presidência por motivos de saúde e estar realizando exames médicos.
Na linha de sucessão, segundo Botelho, o deputado estadual Max Russi (PSB) assumiria o cargo. Entretanto, o parlamentar está licenciado para exercer a função de secretário estadual. Por causa disso, o 1° secretário da ALMT, Guilherme Maluf (PSDB) assumirá a presidência da Casa de Leis.
A previsão, de acordo com o secretário de Comunicação do estado, Kléber Lima, é que Taques reassuma a função no dia 17 deste mês.
Fabris em liberdade
A soltura do deputado foi votada na sessão da ALMT no dia 24. Dos 19 parlamentares presentes, todos votaram a favor da liberação do colega. O documento usado como alvará de soltura foi assinado pela mesa diretora da Casa de Leis. No dia seguinte, o parlamentar estava solto.
Fabris reassumiu o cargo logo depois de ter sido solto, segundo o presidente da Assembleia.
Às pressas
Fabris foi preso durante operação Malebolge, que investiga crimes de corrupção e pagamento de propina a políticos durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).
Antes de ser preso, as câmeras de segurança do prédio onde ele mora mostram o parlamentar descendo o elevador do prédio às 5h34 do dia 14 – data da operação, de pijama e chinelo, e com uma mala pequena nas mãos, segundo a decisão do ministro do STF Luiz Fux, que determinou a prisão dele. A maleta, de acordo com a PGR, poderia conter documentos de interessa da investigação, além de dinheiro.
Esquema de propina
Fabris seria um dos supostos beneficiados com o recebimento de propina de verba desviada por meio de programa de pavimentação asfáltica MT Integrado.
Inclusive, ele aparece em vídeos entregues pelo ex-governador à PGR como provas materiais do esquema de corrupção no governo.
Gravado por uma câmera escondida na sala do ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa, Silvio Cezar Corrêa, Fabris reclama do valor entregue pelo ex-chefe de gabinete, que era responsável pelo pagamento de propina e outras vantagens indevidas a políticos durante a gestão de Silval Barbosa, e questiona sobre os R$ 100 mil que seriam pagos a ele.





