Questionados sobre os dois principais motivos para incentivar o uso da bicicleta, os entrevistados apontaram que usariam o transporte se houvesse melhoria da segurança para pedalar nas vias (39%); se os motoristas respeitassem os ciclistas (35%); se houvesse mais ciclovias e ciclofaixas (27%); se melhorasse a sinalização das ruas (21%); se a distância para o trabalho ou local de estudo não fosse tão grande (16%); e se o trajeto usado não tivesse tantas subidas ou ladeiras (11%).
11% responderam que nada nem nenhum motivo o faria usar a bicicleta como meio de transporte.
Brasil precisa investir em mobilidade urbana
Estudo da CNI sobre mobilidade urbana, divulgado em maio, revelou que o Brasil precisa investir R$ 295 bilhões até 2042 em infraestruturas de mobilidade urbana nas 15 principais regiões metropolitanas do país. Essa é a quantia necessária para equiparar a infraestrutura de transportes desses municípios ao padrão da Cidade do México e Santiago, cidades referência na oferta de transportes urbanos na América Latina.
Do total de R$ 295 bilhões, R$ 271 bilhões precisariam ser destinados para expansão de linhas de metrô. Conforme destaca o estudo, esse montante equivale ao necessário para mais do que dobrar a extensão da malha vigente. A pesquisa divulgada hoje aponta que 90% dos brasileiros concordam que mais investimentos na malha de transporte tornaria o deslocamento nas cidades mais ágil.
Metodologia
A pesquisa encomendada pela CNI foi realizada pelo Instituto Pesquisa de Reputação e Imagem (IPRI), nome novo do Instituto FSB Pesquisa, que entrevistou 2.019 pessoas da população economicamente ativa (PEA) com idade a partir de 16 anos em cidades com mais de 250 mil habitantes nas 27 unidades da Federação, entre 1º e 5 de abril. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
MAIS DADOS DA PESQUISA
>> 90% das pessoas moram na mesma cidade onde trabalham;
>> 88% trabalham de forma presencial, 6% em home office e 5% de maneira híbrida.
Meios de locomoção mais usados (amostra total)
62% – Ônibus
57% – A pé
56% – Carro (próprio, Uber, carona e taxi)
26% – Moto
24% – Bicicleta
20% – Metrô
11% – Trem
10% – Van
Utilizam os meios de locomoção todos os dias e quase todos os dias (entre quem usa cada um dos meios de locomoção)
78% – A pé
75% – Carro próprio ou carro de família
60% – Moto
54% – Bicicleta
50% – Ônibus
37% – Carona de carro
37% – Trem
30% – Fretados
29% – Van
28% – Carro de aplicativo
28% – Metrô
25% – Táxi
3% – Barco
Principais problemas do serviço de transporte público na cidade (duas opções elencadas por entrevistado)
22% – Lotação/muitas pessoas
21% – Atrasos/Pontualidade
14% – Preço de passagens
14% – Poucas linhas
12% – Desconforto
11% – Poucos veículos
11% – Qualidade dos veículos
8% – Segurança
7% – Acessibilidade
Qualidade do transporte público em nível local
4% – Ótima
19% – Boa
31% – Regular
16% – Ruim
29% – Péssima
Avaliação da prefeitura no planejamento da mobilidade urbana a longo prazo
3% – Muito avançada
13% – Avançada
24% – Mais ou menos avançada
35% – Pouco avançada
22% – Nada avançada
AVALIAÇÃO DOS SERVIÇOS DE TRANSPORTE
Carro de aplicativo
14% – Ótimo
50% – Bom
22% – Regular
2% – Ruim
3% – Péssimo
Táxi
4% – Ótimo
24% – Bom
25% – Regular
5% – Ruim
6% – Péssimo
Ônibus
4% – Ótimo
20% – Bom
37% – Regular
13% – Ruim
22% – Péssimo
Metrô
5% – Ótimo
16% – Bom
12% – Regular
2% – Ruim
4% – Péssimo
Trem
3% – Ótimo
9% – Bom
13% – Regular
4% – Ruim
9% – Péssimo





