A história da agricultura familiar de Alta Floresta e região, no Mato Grosso, ganha um novo capítulo. Pela primeira vez, 31 produtores que vivem no entorno do município receberam a Certificação de Produção Orgânica, por meio do Sistema Participativo de Garantia (SPG), que assegura a procedência dos produtos oriundos de práticas agrícolas ambientalmente responsáveis.
O Sistema Participativo de Garantia (SPG) foi possível por meio da criação e aprovação no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) da OPAC – Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade Orgânica. Esse sistema é composto por colaboradores e fornecedores, que dividem de forma participativa as responsabilidades quanto à avaliação de conformidade dos produtos e método organizacional.
Ao todo, 42 produtores e produtoras estão cadastradas no Projeto Agroecologia em Rede, executado pelo Instituto Centro de Vida (ICV), em parceria com a Rede de Produção Orgânica da Amazônia Mato-grossense (Repoama).
Segundo o gestor de projetos do ICV, Eriberto Muller, cada vez mais é preciso ter investimentos que fortaleçam a agricultura familiar e mantenham a floresta em pé.
“Esses projetos são super bem-vindos e importantes para o estado. São projetos que a gente vem desenvolvendo, em parceria com o REM, que está proporcionando o crescimento da agricultura familiar, um olhar mais sustentável pro nosso território e produção orgânica, então é algo que veio para somar e crescer cada vez mais nosso estado”,
comemora.
A agricultura familiar é responsável por uma parte substancial da produção de alimentos no Brasil, contribuindo para a segurança alimentar e geração de empregos.
O coordenador do projeto, Eduardo Darvin, explica que a intenção é consolidar a agricultura familiar no território norte e nordeste de Mato Grosso, atuando principalmente para fomentar o mecanismo de sistema participativo de garantia.
O que é certificação orgânica?
Para obter a certificação, os agricultores familiares precisam seguir diretrizes rigorosas que proíbem o uso de pesticidas químicos sintéticos e fertilizantes, promovendo, em vez disso, o uso de técnicas orgânicas, como compostagem e rotação de culturas.
falavam que não era orgânico, que poderia comer com veneno que estava acostumado, porque estamos em uma região que se consome muito veneno”,
lamenta.
Com o tempo, integrou a Rede Produção Orgânica da Amazônia Mato-grossense (Repoama). Ele conta que a venda direta para o consumidor tem suas desvantagens, porque o tempo que demanda na comercialização, poderia estar produzindo.
“Vender é importante, mas produzir é mais importante, sem produto a gente não tem venda e nossa mão de obra hoje está bastante escassa, hoje é só da família”, complementa.





