Um produtor que possui uma represa de 22 hectares pesca cerca de 200 toneladas de peixe por ano, em Mato Grosso, caso a época de chuva seja estável durante o período. O piscicultor Igor César Davoglio possui 14 tanques e duas represas que são abastecidas com a água da chuva.
Mato grosso já ocupou o primeiro lugar na produção de pescado do Brasil, mas, atualmente, não aparece nem entre os três primeiros do ranking. Igor César disse que comprou a propriedade em 2000 e que a atividade começou apenas para consumo próprio. No entanto, a produção foi tão grande, que acabou vendendo a outra parte.
Os clientes gostaram e o pscicultor começou a fazer os investimentos na área.
“Com os represamentos que nós fizemos, temos água em abundância nas represas. Tenho também uma central de bombeamento que eu levo para a parte cima na época da seca. Na chuva não tenho problema, porque a própria chuva escorre e faz com que os tanques fiquem cheios”, disse.

Peixe cria tambatinga em propriedade — Foto: Reprodução/TVCA
O produtor disse que na propriedade, ele cria tambatinga, que é um peixe híbrido entre o tambaqui e pirapitinga. Segundo Igor César, ele possui uma cabeça menor e o corpo mais desenvolvido, o que faz com o que a ventrecha tenha mais carne.
“Compro alevinos de 3 a 4 cm, fazemos um tratamento com mais alimentação para que ele se desenvolva mais. Eles permanecem no berçario entre 65 a 90 dias. Para a despesca, utilizamos uma rede de 180 metros por 8 metros de largura e nós fazemos o aprisionamento dos peixes”, contou.
Segundo o diretor técnico da Associação dos Aquicultores de Mato Grosso (Aquamat), Luiz carlos Alécio Filho, muitos produtores conciliam duas atividades.
“Muitas vezes temos o pequeno, o médio e o grande peodutor. O pequeno só vai ter a produção dele anual. Às vezes, o médio e grande produtor concilia a produção bovina com a psicultura, então ele tem um suíno na propriedade ou um frango, e agrega a psicultura como uma segunda fonte de renda”, disse.





