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Mapa convida empresas para debater incentivo a práticas sustentáveis

Mapa convida empresas para debater incentivo a práticas sustentáveis

Mapa convida empresas para debater incentivo a práticas sustentáveis

Cerca de 40 representantes de indústrias de bioinsumos, de empresas que trabalham com crédito de carbono, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de universidades e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reuniram-se nesta quarta (25) em São Paulo para esboçar uma política pública de incentivo a uma produção agropecuária mais sustentável.

A iniciativa do encontro surgiu da Assessoria Especial para assuntos estratégicos do ministro Carlos Fávaro, da Secretaria de Política Agrícola e da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa. Pela manhã, foram coletadas sugestões para incentivo à agricultura de baixo carbono e, à tarde, oportunidades para a ampliação do uso de bioinsumos. Estes temas são capazes de promover rápida alavancagem na promoção de agricultura sustentável.

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As reuniões aconteceram na Superintendência Federal de Agricultura no Estado de São Paulo (SFA-SP). O assessor especial Carlos Ernesto Augustin disse que recebeu do governo federal a missão de promover um setor agropecuário mais sustentável e competitivo. “Foi uma primeira abordagem para a prioridade do governo em recuperar áreas degradadas, e também ampliar as práticas sustentáveis conectando-as com o mercado de carbono. Colhemos as ideias do setor de bioinsumos e de carbono para estruturar uma estratégia de financiamento diferenciado”, afirmou.

A ideia inicial é que ao menos 30 milhões de hectares de pastagens degradadas – de um total de aproximadamente 70 milhões nessa condição – sejam recuperados por meio de práticas agrícolas sustentáveis. Uma das ideias é oferecer melhores condições de financiamento aos produtores que se mostrarem mais comprometidos com a sustentabilidade.

Os detalhes dessa política ainda serão definidos pelas equipes técnicas do Mapa. “Queremos oferecer um maior estímulo financeiro e creditício para que o produtor adote práticas cada vez mais sustentáveis, considerando aspectos ambientais, sociais e econômicos”, disse Augustin. O assessor destacou a necessidade de adoção de um mecanismo de controle simples e facilmente aplicável, que atraia pequenos, médios e grandes produtores, e que permita uma comunicação eficaz dos resultados.

Renata Miranda, secretária de Inovação do Mapa, lembrou que a inovação é um motor importante de transformação da agropecuária brasileira e políticas públicas propositivas podem induzir movimentos importantes como a conversão para aumentar a intensificação sustentável, bem como o aumento da eficiência e competitividade da agricultura brasileira.

Jonathas de Alencar Moreira, da Secretaria de Política Agrícola, disse que o uso de bioinsumos pode ser financiado pelo Plano Safra com taxas ainda mais atrativas, que deve ser anunciado entre o final de maio e início de junho. “Quanto mais simplificado o mecanismo, mais chance de sucesso”, afirmou.

A superintendente Andréa Moura encerrou a reunião da tarde dizendo que os empresários e produtores não precisam temer o diferente, porque o agro brasileiro é tão diverso que permite práticas complementares. “É preciso regular, criar regras e parâmetros claros para que haja transparência, inclusive para fora do país”, concluiu. Na reunião foi sugerida também a criação de câmaras setoriais específicas para carbono e bioinsumos.

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