Pesquisar

Escassez de chuvas provocaram incidência de lagartas em pastagens de Alta Floresta

Escassez de chuvas provocaram incidência de lagartas em pastagens de Alta Floresta

Mudanças climáticas

Escassez de chuvas provocaram incidência de lagartas em pastagens de Alta Floresta

Produtor diz que insetos surgem na pastagem e em poucas horas são capazes de devorar tudo, tamanha é seu potencial de voracidade

Foto: Mato Grosso do Norte

A escassez de chuvas que tem acometido Mato Grosso e o Brasil nos últimos meses, em função das mudanças climáticas, não se limita apenas à rigidez do solo inapropriada para a semente germinar e fazer a pastagem crescer. Este é apenas um dos cenários enfrentados por produtores, pecuaristas e agricultores familiares.

O clima seco também propicia a proliferação de diversas pragas que podem causar prejuízos e transtornos para o homem do campo. O produtor José Wilson, morador da comunidade Santa Mônica, e também outros proprietários da região, tiveram que combater um inseto que surgiu por volta do mês de setembro de 2023, nas pastagens.

De acordo com o produtor, de repente, sua área de pasto [assim como de seus vizinhos] foi invadida por uma lagarta, que comia tudo em poucas horas, tamanha sua voracidade. E explica que este fenômeno [do surgimento das lagartas] todos os anos acontece. Porém, as chuvas jogam os insetos para o chão e elas são consumidas pelas formigas e outros predadores.

Mas quando não tem chuva, somente a aplicação de veneno é capaz de combatê-las. Ele descreve que as lagartas são de cores diferentes, sendo coloridas, verdes e pretas, mas todas são altamente vorazes, com grande potencial de destruição. 

“Elas surgem de uma hora para outra. Nos anos anteriores, apareciam sobre o capim, mas vinha uma chuva entre 60 e 70 milímetros, as jogavam no chão e eram comidas pelas formigas. Se tiver chovendo bastante, a própria chuva acaba com elas. Mas se não tiver chuvas em 24 horas, elas comem todo o capim e tudo o que são folhas verdes na propriedade”, explica.

Zé Wilson diz que o produtor percebe quando elas chegam ao notar que os pássaros como anus preto, branco e as garças começam a se alvoroçar com voos rasantes sobre o capinzal para comê-las. Este ano, o único meio de combatê-las foi passar veneno devido à escassez de chuvas. No entanto, conforme ele, muitos produtores não têm pulverizador e ficam sem condições de fazer o controle da praga.

E acabam ficando sem pasto para alimentar o rebanho bovino. “Eu tenho trator e pulverizador e consegue combatê-las, mas muitos dos meus vizinhos que não têm, ficaram sem pasto. E o problema também é que elas são muito rápidas e em áreas grandes não se consegue passar veneno em tudo em tempo hábil”, enfatiza.

Conforme Zé Wilson, o pasto renasce num prazo de 15 dias, principalmente quando chove. Porém, se o pecuarista não matou as lagartas com veneno, para quebrar seu ciclo de vida, ela surge novamente e volta a comer o capim. 

Fonte: José Vieira/ Mato Grosso do Norte

Receba as notícias do Nativa News no seu WhatsApp.

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
Imprimir

Comentários