Saúde

04/04/2021 07:12 Diario de Cuiabá

MT tem redução de 32% em exame de prevenção ao câncer colorretal

Ampliar o acesso aos procedimentos diagnósticos evitar ou diminui número de mortes pela neoplasia

O câncer colorretal (intestino grosso e reto) já é o segundo tipo de tumor mais letal em homens e mulheres no país. A incidência da doença aumenta com o passar da idade, e o rastreio contribui para a redução da mortalidade por essa neoplasia.

Porém, devido à pandemia de Covid-19, em 2020, a procura por um dos principais exames de rastreio do câncer colorretal caiu drasticamente.

Em Mato Grosso, essa queda foi de 32%, se comparado a 2019, quando foram realizadas 3.245 colonoscopias. No ano passado, foram 2.202 exames. O percentual é maior que o registrado no país (-31%).

No país, foram identificadas 162.790 mortes e 686.142 hospitalizações causadas pela doença, nos últimos dez anos.

Já o número de exames de sangue oculto nas fezes, que também é importante para o rastreio da doença, teve um aumento de 1.373%, saltando de 15, em 2019, para 221 exames, em 2020, no Estado.

No país, houve uma redução de 23% na realização deste tipo de diagnóstico. Dados como esses são da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), que analisou as bases oficiais de informação do Sistema Único de Saúde (SUS), para alertar a sociedade sobre a necessidade de prevenção dessa doença, que atinge o reto e intestino e ainda é pouco discutida em todo o território nacional.

Os números foram divulgados como parte da campanha “Março Azul”.

"Os métodos diagnósticos precisam ser oferecidos de forma sistematizada pelo SUS para rastrear os pacientes mais propensos a desenvolver esse tipo de câncer”, informou o presidente da Sobed, Ricardo Anuar Dib.

“Quando alterações no reto e intestino são diagnosticadas em estágios iniciais, há possibilidade de médico intervir diretamente e prevenir uma evolução desfavorável, na maioria dos casos", completou.

O levantamento traz ainda dados de mortalidade decorrentes do câncer colorretal e indicam que, somente em 2019 (último dado disponível), foram registrados 19.685 óbitos por câncer do cólon, da junção retossigmoide e do reto no Brasil.

Os casos vêm aumentando, em média, cerca de 5% a cada ano, tendo sido observado um crescimento de 51% em relação aos casos registrados em 2010 (13.070).

Em Mato Grosso, foram 217 mortes, em 2019, 10 óbitos a mais que em 2018.

Em 2010, 103 pessoas morreram em decorrência deste tipo de tumor.

Na análise da série histórica (2010 a 2019), os estados que mais registraram óbitos foram São Paulo (51.287 mortes); Rio de Janeiro (21.131); Rio Grande do Sul (15.880); Minas Gerais (15.112); e Paraná (11.045).

A análise, conforme a assessoria de imprensa da Sobed, também permite identificar o impacto da doença no atendimento hospitalar.

Apesar da pandemia de Covid-19, que, em muitos casos, baixou o número de internações decorrentes de outras doenças, no ano passado em dez estados do país houve aumento nas hospitalizações para tratamento do câncer colorretal.

O maior aumento proporcional aconteceu em Goiás, onde a quantidade de internações passou de 1.230, em 2019, para 1.598, em 2020 - salto de 30%.

Em nível estadual, houve pequena queda. No ano passado, foram 956 internações contra 965, em 2019.

"É preciso mobilizar toda a sociedade para reverter com urgência essa grave situação. Somente será possível reduzir os altos números de mortes verificadas no Brasil, se ampliarmos o acesso aos procedimentos diagnósticos", disse o presidente da Comissão de Ações Sociais da Sobed, Marcelo Averbach.


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Jose Lucio Junqueira Caldas
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