Regional

21/11/2021 09:50

Em busca, MPE apreende recibos de R$ 130 mil pagos por Emanuel

Valores de R$ 80 mil e R$ 50 mil foram pagos a Tânia Azevedo, que foi ligada a empresa de factoring

Documentos apreendidos durante as buscas e apreensões feitas na Prefeitura de Cuiabá revelam que o prefeito afastado Emanuel Pinheiro (MDB) pagou R$ 130 mil à Tânia Mara Delphino Ribeiro Azevedo, entre os anos de 2018 e 2019, referentes a duas notas promissórias.

O nome dela está ligado a três empresas, uma delas no ramo de factoring, atualmente inativa (veja abaixo).Agentes do Gaeco e da Polícia Civil encontraram dois recibos na sala do chefe de Gabinete de Emanuel, Antônio Monreal Neto, que também é alvo da Operação Capistrum, e chegou a ser preso temporariamente.

A operação, deflagrada em 19 de outubro, apura a existência de uma organização criminosa montada para acomodar indicações de políticos aliados a Emanuel em cargos na Secretaria da Saúde - inclusive com pagamentos ilegais de "prêmio saúde" de até R$ 5,8 mil.

Os dois recebidos foram assinados por Tânia Azevedo em 27 de setembro de 2018, no valor de R$ 80 mil, e em dia 13 de junho de 2019, no valor de R$ 50 mil. Os recidos fazem parte de um relatório feito pelo Ministério Público Estadual (MPE) e foram anexados na medida cautelar de  afastamento que será julgado pelo Tribunal de Justiça. 

"Confiança"

"Os referidos recibos constam emitidos por Tânia Mara Delphino Ribeiro Azevedo que, segundo consulta a Jucemat, está ativa na empresa AZEVEDO & RIBEIRO LTDA ME", escreveu o MPE.  Além disso, o nome dela aparece como sócie de duas empresas inativas: a T.M.A. Factoring Fomento Mercantil Ltda e a Diplomata Empreendimentos Imobiliários e Construções LTDA.

Segundo o Ministério Público Estadual,  os documentos apreendidos comprovam a relação próxima e de confiança entre Antônio Monreal Neto e Emanuel Pinheiro, "devido a responsabilidade daquele na guarda, por longo período, de recibos relacionados à valores pagos pelo gestor público".

Veja os recibos: 

Operação Capistrum 

Além de Emanuel e Neto, a operação também teve como alvos o prefeito a  primeira-damaMárcia Pinheiro, a ex-secretária adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos Ivone de Souza e o ex-coordenador de Gestão de Pessoas da Secretaria Municipal de Saúde Ricardo Aparecido Ribeiro.

O grupo é acusado de  criar um "cabide de empregos" na Secretaria Municipal de Saúde para acomodar indicação de aliados, obter, manter ou pagar por apoio político. Outra acusação que pesa é a de pagamento ilegal do chamado "prêmio saúde", de até R$ 5,8 mil, sem nenhum critério. 

Segundo as investigações, o prefeito reiterou nas práticas consideradas irregulares apesar de determinações judiciais e de ordens do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

 O prejuízo aos cofres públicos de Cuiabá, segundo o MPE, foi de R$ 16 milhões. 


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
Alta Floresta - MT
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