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21/06/2022 08:01 www.rdnews.com.br

Aripuanã: Advogada diz que teve carro alvejado por tiros e acusa truculência de PMs

A advogada Tairone Magalhães da Silva denunciou três policiais militares de Aripuanã (a 1.002 km de Cuiabá) por abuso de autoridade durante ocorrência envolvendo um cliente dela. Segundo a advogada, o marido dela foi preso injustamente e os PMs ainda teriam atirado contra o carro do casal.


A advogada registrou um boletim de ocorrência no domingo (19) e fez um vídeo denunciando os policiais. “Já adianto: os senhores não representam a Polícia Militar do Estado de Mato Grosso. Os senhores não fazem jus a tua honrosa função. Não fazem jus à farda que usam”, disse no vídeo, indignada

Consta do boletim de ocorrência que, na sexta-feira (17), por volta de 8h30, Tairone foi tomar café da manhã na casa de sua mãe, junto com o marido e a filha de 6 anos. Durante o trajeto, um cliente da advogada teria entrado em contato e relatado que precisava de ajuda, pois três policiais teriam entrado de forma ilegal em sua casa e apreendido a moto de uma colega dele.


A advogada disse que respondeu ao cliente que iria tomar café com a mãe e que depois iria buscar alguns pertences pessoais em sua casa, antes de ir até lá. Segundo Tairone, quando chegou na casa do cliente, os policiais teriam retornado "cantando pneu" com a viatura.

“Eles chegaram muito rápido, dois já adentrando a residência do cliente, quando eu fui muito educadamente, me apresentei como advogada e perguntei se eles tinham alguma ordem judicial, porque aparentemente não tinha
acontecido nenhum crime, e eu tinha acabado de chegar”, contou.


Nesse momento, os militares teriam dito que foram até o local pois ouviram disparos de arma de fogo. Em seguida, eles teriam cobrado a apresentação da carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Tairone. Ela respondeu que não estava com a carteira física, mas mostrou a carteira digital em seu celular. Os policiais, então, teriam passado a debochar da advogada, dizendo que a carteira digital “não valia nada”.


“Momento em que se recusaram a aceitar porque eles falaram que a OAB digital para eles e nada era a mesma coisa, e que eu fosse na minha casa buscar minha OAB física, somente com intuito de me tirar do local da ocorrência, onde mantive resistência e disse que não iria sair dali em momento algum. Era um direito meu”, alegou.


Tairone relatou que então pediu para que a irmã chamasse o marido na casa de sua mãe, para que ele a auxiliasse. O marido dela, ao chegar no local e ver a situação, teria saído rapidamente para buscar a sua carteira de registro profissional.
Contudo, os policiais teriam perseguido e algemado o homem. Ela disse que correu com a irmã e viu que os militares efetuaram diversos disparos em seu carro.


“Chegaram na rotatória já atirando contra o carro. Eu mais do que depressa fui lá com minha irmã. Chegando lá, encontrei meu carro atingido de bala. Os policiais atingiram meu carro de bala, atentando contra a vida do meu esposo”, citou.
Ao ver o marido assustado, Tairone teria solicitado para acompanhá-lo na delegacia, o que também teria sido negado.

Segundo ela, as chaves da sua casa estavam dentro do carro, que estava com vidros e pneu furado por conta dos tiros, mas os PMs não teriam permitido a ela para que as pegasse. Conforme Tairone, eles disseram a ela para "se virar".

“Ele falou que eu não tinha direito a nada, e que ele era o Estado em ação. Foi então que pedi ajuda no grupo da OAB de Aripuanã, onde vieram vários colegas nos auxiliar”, disse no boletim de ocorrência.

Outro lado


A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar, que afirmou que vai apurar o caso. Já a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB-MT) se manifestou por meio de nota: "Em relação ao caso, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OABMT) informa que, até o momento, não foi formalizada qualquer reclamação ou denúncia junto à Ordem. Assim que a denúncia for formalizada, a OAB-MT irá apurar o caso e tomar as medidas cabíveis, visando a garantia do respeito às prerrogativas da advocacia".


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
Alta Floresta - MT
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