Política

17/05/2021 13:35

Medeiros defende voto impresso e critica ministro do TSE

Defensor do voto impresso auditável, o vice-líder do governo na Câmara Federal, o deputado federal José Medeiros (Podemos), questiona a posição negacionista do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, diante dos questionamentos sobre a confiabilidade da urna eletrônica. Para Medeiros, apenas o voto eletrônico não dá segurança jurídica necessária ao eleitor e fere os princípios de publicidade e transparência.

“Todo sistema eletrônico no mundo já foi invadido, mas será que apenas a urna eletrônica do Tribunal Superior Eleitoral não? Na semana passada ouvi uma fala do ministro Barroso onde ele foi desrespeitoso com milhares de brasileiros que questionam a confiabilidade da urna. Para apequenar o debate ele disse que quem defende o voto impresso está fazendo discurso político”, disse Medeiros durante seu discurso na manifestação que reuniu milhares de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), neste sábado (15), em Brasília.

Apesar da posição contrária do presidente do TSE, Medeiros lembra que a Câmara dos Deputados instalou no último dia 13 de maio uma comissão especial para analisar o projeto de lei de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) que prevê a obrigatoriedade do voto impresso no país.

O parlamentar esclarece que o voto impresso não significa o fim da votação eletrônica. “O projeto propõe que uma cédula seja impressa logo após a votação na urna eletrônica, oportunizando que o eleitor possa conferir seu voto de forma mais transparente. Em seu projeto, a deputada Bia Kicis argumenta ainda que a materialização do voto eletrônico seria a solução para que as votações eletrônicas possam ser auditadas de forma independente”, comenta Medeiros.

Além do voto impresso, os manifestantes que foram até Brasília criticaram os excessos cometidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o uso político da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 que foi instaurada no Senado Federal e as medidas restritivas adotadas pelos governadores como única estratégia de combate à pandemia. “O ato reuniu milhares de pessoas de todo o país, muitas de Mato Grosso. Todos exigiram respeito à democracia e às leis. Coisa que o STF e o Congresso Nacional precisam aprender. Nós elegemos um presidente e estamos aqui, produtores rurais, caminhoneiros, comunidade evangélica e representantes de todos os segmentos, para dizer respeitam o nosso voto”, frisa o vice-líder do governo, que participou do ato pró-Bolsonaro ao lado dos deputados estaduais Gilberto Cattani (PSL), Delegado Claudinei (PSL) e Elizeu Nascimento (DC), prefeitos, lideranças políticas e empresariais de Mato Grosso. 

Em seu discurso no ato em apoio ao seu governo, o presidente Bolsonaro defendeu o voto impresso já para a eleição do próximo ano e agradeceu o apoio dos produtores rurais.  “O Brasil se manteve em pé graças ao homem do campo, que não parou, graças aos caminhoneiros. O nosso agro, além de alimentar 200 milhões de brasileiros, alimenta mais de 1 bilhão de seres pelo mundo todo. Por isso, agradeço o apoio e a confiança”, disse Bolsonaro.


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
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