Política

24/04/2021 10:19 EDUARDO GOMES I DIÁRIO DE CUIABÁ

Há 37 anos, Emenda Dante tentava restabelecer a democracia no país

Milhões de brasileiros nas ruas e praças no movimento pelo restabelecimento da eleição direta para presidente como propunha a emenda constitucional do deputado federal mato-grossense Dante de Oliveira.

A Câmara, porém, não a aprovou.

Transcorridos 37 anos daquela luta democrática, onde estão os oito integrantes da bancada federal mato-grossense que participaram daquele importante capítulo da política brasileira?

A emenda entrou em primeiro turno de votação em 24 de abril de 1984, e a sessão terminou na madrugada do dia seguinte, sendo rejeitada por não alcançar três quintos dos votos necessários para aprovação.

No placar da Câmara, 298 votos favoráveis, 65 contrários, 113 ausências e três abstenções.

Caso fosse aprovada pelos deputados em dois turnos, a emenda iria ao Senado, onde também teria que receber três quintos dos votos em dois turnos, para em seguida ser promulgada pelas mesas da Câmara e do Senado.

A bancada mato-grossense era composta por oito deputados, sendo quatro do governista PDS, que dava sustentação ao Governo militar, e quatro do PMDB, de oposição.

Os peemedebistas Dante de Oliveira, Gilson de Barros, Márcio Lacerda e Milton Figueiredo votaram pela aprovação; pela situação, Bento Porto, Jonas Pinheiro e Ladislau Cristino Cortes se ausentaram da sessão, e Maçao Tadano votou contra.

A ausência do plenário é um artifício político adotado para esvaziar votação e, com isso, impedir aprovação de matéria contrária aos interesses dos parlamentares que se utilizam desse artifício.

Dos oito deputados de 1984, morreram seis e todos de causas naturais: Dante de Oliveura, Gilson de Barros, Milton Figueiredo, Bento Porto, Jonas Pinheiro e Ladislau Cristino Cortes.

Dante era cuiabano e engenheiro civil. Se elegeu prefeito de Cuiabá em 1985 e 1992.

Durante um ano, foi ministro da Reforma e do Desenvolvimento Agrário, no Governo do presidente José Sarney.

Em 1994, venceu a disputa ao Governo de Mato Grosso pelo PDT. Quatro anos depois, se reelegeria pelo PSDB.

Morreu aos 54 anos, em Cuiabá, no dia 6 de julho de 2002, em decorrência do agravamento do diabetes.

Jonas nasceu em Santo Antônio de Leverger (27 km ao Sul de Cuiabá), era médico-veterinário.

Se reelegeu deputado, por duas vezes foi senador e morreu em 19 de fevereiro de 2008, aos 67 anos, por falência múltipla dos órgãos em decorrência, de um agravado quadro de diabetes, quando exercia mandato no Senado.

Foi substituído pelo primeiro suplente Gilberto Flávio Goellner (PPS).

Márcio Lacerda nasceu em Corumbá (MS), se elegeu senador em 1986 e vice-governador de Dante em 1994; foi presidente da Funai. É advogado e pecuarista residente em Cáceres (265 km a Oeste da Capital).

Maçao Tadano é paranaense, atuou politicamente em Mato Grosso, onde trabalhou enquanto engenheiro agrônomo.

É servidor aposentado do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e reside em Brasília.

HOMENAGEM – Dante passou a ser chamado de “Homem das Diretas”, apelido que recebeu do maior líder de seu partido, o deputado Dr. Ulysses Guimarães.

Essa foi a forma como o Brasil reconheceu sua importância para o restabelecimento do processo democrático, o que aconteceria em 1985 com a eleição indireta de Tancredo Neves para presidente, numa dobradinha com o vice José Sarney.


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
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