Política

22/07/2022 06:08 Gazeta Digital

Em reunião, grupo pró-Lula pressiona candidatura de Fávaro ao governo

Sem encontrar um nome expressivo para lançar a disputa ao Palácio Paiaguás, o nome do senador licenciado Cárlos Fávaro (PSD) se tornou a “noiva da vez” dentro da federação partidária formada pelo PT, PC do B e PV. Apesar de não descartar o projeto, o parlamentar admite que não está muito adepto a ideia.


Nesta quinta-feira (21), o congressista se reuniu com lideranças do grupo pró-Lula na casa do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). O chefe do Executivo tem sido um dos interlocutores na construção de um projeto de oposição contra a reeleição do governador Mauro Mendes (União), seu inimigo político.


Durante o encontro, Fávaro recebeu o convite oficial para lançar sua candidatura ao governo do Estado. Contudo, demonstrou certa resistência para assumir o projeto.


“Recebi o convite oficial da federação, fico muito honrado. No entanto essa é uma decisão que precisa ser tomada em várias instâncias. Eu preciso falar com a família e com o grupo político. No entanto, eu estou muito bem no Senado, estou aprendendo muito, consegui emplacar duas PECs em dois anos e esse é meu desejo. Desejo do governo do Estado a Deus pertencente”, disse.


A pressão para que Fávaro assuma a candidatura tem sido grande dentro do grupo. No entanto, além do alto custo da campanha, outros fatores podem pesar na decisão. Entre eles: romper os laços com a base governista para protagonizar um projeto da oposição.


Atualmente o PSD, partido o qual Fávaro é presidente em Mato Grosso, integra a base aliada do governador Mauro Mendes. A legenda inclusive faz parte da gestão e tem o sociólogo Maurício Munhoz como secretário da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação.


Por outro lado, uma decisão contrária também pode acabar respingando na candidatura do deputado federal Neri Geller (PP) ao Senado. Isso porque, lideranças do PT, como o deputado estadual Valdir Barranco, afirmou que se senador optar por não ser candidato ao governo, o apoio a Geller poderá ser revisto.


Por sua vez, o parlamentar alega que apenas tem o compromisso de apoiar o presidente Lula. “Eu nunca cheguei na federação pra ser candidato a governador. Se eu quisesse ser, vocês já sabem, eu já tenho o convite. Sou eu que não estou querendo. Então essa não é uma condição, ‘se não tiver candidato a governador, não vamos fazer candidatura ao Senado’. Não faz sentido nenhum. Faz sentido nenhum porque nós não conversamos nessas bases. Não tem obrigação de ter candidaturas ao governo”, finalizou.


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
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