Polícia

26/03/2021 06:42 MidiaNews

APÓS DEMISSÃO: “Me senti retaliado; recebi um tiro pelas costas”, diz Stringueta

Delegado da Polícia Civil foi retirado da GCCO e ainda não foi realocado: “Estou no corredor da PJC”

O delegado da Polícia Judiciária Civil Flávio Stringueta afirmou que se sentiu retaliado quando recebeu a noticia do seu afastamento do comando da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

Stringuetta foi exonerado no início de março, após publicar um artigo em que faz críticas pesadas ao Ministério Público Estadual (MPE).

“Eu recebi o tiro pelas costas, o chamado fogo amigo. [...] Eu me senti, sim, retaliado. O próprio delegado geral disse que foi por conta do artigo que me tiraram. Então, foi punição, e pra mim foi doído. Os diretores se diziam meus amigos e eu não sei mais como iremos nos considerar”, afirmou o delegado, em entrevista na manhã desta quinta-feira (25) à Rádio Vila Real.

De acordo com o delegado, a diretoria da PJC em nenhum momento escondeu o motivo de seu afastamento, e apontou que a opinião expressada no artigo poderia gerar um “mal-estar” entre o Ministério Público e a Polícia Civil.

"Nos corredores"

“Os diretores disseram que foi em virtude de artigo, que isso poderia geral mal-estar com MPE. No artigo, eu coloco uma opinião pessoal, e em nenhum momento eu me identifiquei como delegado. Era a pessoa, o contribuinte falando. É claro que não me desassociam do cargo. A PJC, como instituição, não sofreu nenhuma retaliação em virtude do meu artigo”, disse o delegado.

 

Após o afastamento, Stringuetta explicou que ainda não foi realocado para nenhuma outra delegacia e está nos “corredores” da PJC.

 

“Estou no que chamamos de corredor da Polícia Civil, sem cargo e lotação. Hoje estou em licença médica, e esperando uma conversa com a diretoria da PJC”.

 

Ele que tem doença autoimune, a doença de crohn (inflamação séria do trato gastrointestinal), esta dedicando o tempo livre para o tratamento.

"Minha cabeça custou R$ 30 mihões"

Na entrevista, o delegou ainda afirmou que colegas da Polícia Judiciária Civil brincaram que seu afastamento gerou um lucro de R$ 30 milhões a corporação.

“A Polícia não tem um orçamento próprio e precisa de migalhas do Governo. Com o auxilio do Ministério Público em relação aos TACs, a polícia está conseguindo muitos avanços que custaram R$ 30 milhões. Teve até comentários hilários de colegas que disseram que minha cabeça custou R$ 30 milhões, por conta desse TAC que foi depositado há pouco tempo”, disse.

O montante será destinado para as obras da construção de uma nova sede própria da PJC, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá.

O artigo

No artigo publicado, Stringueta questiona os “privilégios” recebidos pelos membros do MPE, como auxílios para moradia e compra de livros, e o processo de compra de R$ 2,2 milhões em smartphones aos membros da instituição.

Anos atrás, ele também criticou o MPE em artigo e chegou a ser interpelado. Na publicação atual, ele faz referência à medida sofrida na época.

“Fui interpelado judicialmente para me explicar. Nada aconteceu. Eu desafio o MPE-MT a abrir suas contas nos últimos 20 anos para provar que eu estou errado. Não acredito que farão. Falo para vocês: o MPE-MT não está comprometido com a ética e a moralidade quando o assunto é o seu benefício”, criticou.

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Após crítica ao MPE, delegado Stringueta é exonerado da GCCO


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
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