Esporte

10/11/2021 07:02

Conheça a trajetória do meio-campista Emerson

Revelado pelas categorias de base do Sport e ídolo também no Vasco da Gama e no Lyon, Juninho Pernambucano será para sempre lembrado como um grande meio-campista, e também como um dos maiores cobradores de falta da história do futebol mundial. 

Disputou a Copa do Mundo de 2006 pela seleção brasileira, e também jogou nos Estados Unidos e no Qatar, antes de encerrar sua carreira no Vasco da Gama, clube onde recebeu o apelido de “Reizinho”. 

Mesmo tendo construído sua carreira internacional em uma liga menos famosa do que a Premiere League ou a La Liga espanhola, como é o caso da liga francesa, Juninho brilhou tanto que pode figurar tranquilamente ao lado de grandes craques de campeonatos importantes. 

Atualmente, o craque é diretor de futebol do Lyon, equipe que ajudou a inserir no cenário do futebol francês e europeu. 

Ainda apenas Juninho 

Antônio Augusto Ribeiro Reis Júnior, o Juninho, nasceu em Recife no dia 30 de janeiro de 1975. Desde a base do Sport era conhecido apenas como Juninho no futebol profissional. Até que outro Juninho, também meio-campista, tornou-se seu companheiro de Vasco da Gama. O nosso Juninho virou Pernambucano e, o outro, Paulista, atualmente dirigente da CBF.

Nosso craque chegou às categorias de base do Sport com 16 anos, e ainda que tenha sido posteriormente aprovado no vestibular para o curso de administração de empresas, escolheu prosseguir a carreira de jogador, fazendo sua estreia no time principal aos 18 anos, em 1993. 

Foi um dos melhores do time durante as campanhas vitoriosas no Campeonato Pernambucano e na Copa do Nordeste, em 1994, o que atraiu a atenção de grandes clubes. No meio de 1995, foi contratado pelo Vasco do então presidente Eurico Miranda. 

Já em sua estreia, Juninho marcou seu primeiro gol pelo Vasco, com um chute forte de fora da área na vitória por 5 a 3 contra o Santos, na Vila Belmiro. 

No ano seguinte assumiu a titularidade, controlando o meio campo da equipe com muita técnica e inteligência tática. Comandado por Edmundo, possivelmente o melhor jogador do mundo em 1997, o Vasco foi campeão brasileiro e Juninho foi eleito pela CBF o melhor meio-campista da competição. 

 

Ídolo do Vasco, mas com saída conturbada 

No ano de seu centenário, 1998, o Vasco montou uma grande equipe. Sem Edmundo, vendido para a Itália, o clube não se enfraqueceu, e o título do campeonato carioca, com assistência de Juninho na final vencida por 1 a 0 contra o Bangu, seria apenas uma prévia do que viria ainda no primeiro semestre: a conquista da tão almejada Copa Libertadores da América. 

No jogo de volta das semifinais, contra o River Plate no Monumental de Nuñez, Juninho marcou um golaço de falta aos 37 minutos do segundo tempo, garantindo o Vasco na final, um dos gols mais importantes da história do clube. Na segunda partida da final, contra o Barcelona de Guayaquil, o camisa 8 deu duas assistências para os gols do título na vitória por 2 a 1. 

Na final do Mundial de Clubes daquele ano, o Vasco enfrentou o poderoso Real Madrid de igual para igual, mas foi derrotado por 2 a 1, com gol de Juninho.

Em 1999, o Vasco venceu apenas o título do Rio-São Paulo, torneio de menor expressão, mas foi o ano em que Juninho foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira. 

O ano seguinte foi novamente de consagração, com o Vasco formando um timaço que tinha Juninho Pernambucano, Juninho Paulista, Euller e Romário em um ataque quase imbatível. Os quatro estavam no auge de suas carreiras e o quarteto chegou a formar o ataque titular da seleção brasileira em uma partida das Eliminatórias para a Copa de 2002.

O ano de 2000 terminou com o Vasco campeão brasileiro e da Copa Mercosul, na melhor temporada da carreira de Romário. A final da Mercosul ficou marcada pela virada histórica contra o Palmeiras, num jogo que terminou 4 a 3 após o Vasco estar perdendo por 3 a 0 no intervalo. 

Descontente por não ser valorizado no elenco do Vasco, pois mesmo sendo ídolo tinha um dos menores salários, Juninho foi o primeiro jogador a entrar na Justiça contra seus clubes tendo como base a Lei Pelé, que tinha sido aprovada nos moldes da Lei Bosman europeia.

 Após uma briga judicial que durou meses, o meia finalmente se transferiu para o Lyon em 2001, terminando sua primeira passagem pelo Vasco com 295 jogos, 55 gols e incríveis 10 títulos.

 

Transforma o Lyon em multicampeão 

Apesar de ser o então vice-campeão francês, o Lyon era uma equipe sem tradição. Assumindo inicialmente a camisa 12, que depois trocaria pela tradicional número 8, Juninho seria o grande responsável por mudar essa situação, transformando a equipe em uma máquina de títulos. 

Já em sua primeira temporada, o título inédito da Ligue 1. No ano seguinte, com o bicampeonato, Juninho foi o artilheiro e maior assistente da equipe na temporada. Se tornou ídolo instantaneamente, o que só foi aumentando já que o time foi campeão francês por sete temporadas consecutivas. 

Dizer que Juninho é ídolo no Lyon é muito pouco. Venerado pela torcida, é com certeza o maior jogador da história do clube, onde fez 343 jogos, marcou 100 gols e conquistou 14 títulos. 

Apenas na Champions League, foram 16 gols, sendo 10 deles de falta.

Juninho teria ainda duas passagens pelo Vasco antes de se aposentar no começo de 2014, aos 39 anos.


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
Alta Floresta - MT
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