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01/06/2021 06:22 Jornal Mato Grosso do Norte

Alta Floresta: Gestão passada gastou mais R$ 600 mil em diárias e horas extras em 4 meses; nova gestão R$ 125 mil

Nova gestão gastou com diárias e horas extras apenas R$ 125 mil fazendo o controle de gestão

O secretário de Governo e Gestão da prefeitura de Alta Floresta, Robson Quintino, declara em entrevista ao jornal Mato Grosso do Norte, na sexta - feira, 28, que a gestão anterior pagava diárias e horas extras ao mesmo tempo para os servidores.

Segundo ele, o servidor recebia por diária e horas extras, quando o permitido é pagar um ou outro destes benefícios. “Era uma grande bagunça. Pagava hora extra sem ter teto. Não tinha controle. Observamos que o limite máximo não era respeitado.

E fomos para a secretaria de Obras para entender o que estava sendo feito. Tinha situações de diárias e horas extras. E não poderia. Se o cara tem diária, não tem hora extra. Tem que ser um ou outro”, explica. Segundo Robson, quando a nova administração assumiu, o controle das horas extras e diárias era feito na base do papel com um sistema completamente solto.


Para ajudar no controle e criar um parâmetro para este problema, a prefeitura passou a usar uma ferramenta de controle que existia em seu sistema, mas que simplesmente não era usado: o Bussiness Intelligence. “A gente criou um painel da prefeitura e neste painel inserimos todas as informações nesta plataforma. E nos assustamos porque acreditávamos que estávamos fazendo uma pequena economia.

De janeiro até agora, pagamos R$ 125 mil de horas extras e diárias. Comparamos os dados com o mesmo período de 2020 e constatamos que a gestão passada gastou neste mesmo período, R$ 604 mil. Nestes meses, melhorando os processos de gestão e tivemos uma economia de 479 mil. Este dinheiro é suficiente para comprar um caminhão, ou duas caminhonetes”, pontua Robson.


Segundo o secretário, também já foi restruturado o setor de engenharia, que funcionava num cubículo, não tinha computador e nem qualidade, o que atrapalhava a produção das pessoas que trabalhavam no local. “É uma área de muitas reclamações que estamos melhorando e que precisa produzir.

Fizemos todas a reestruturação. Agora tem o pátio de atendimento, parte de produção e melhoramos toda a infraestrutura. Isto é para a qualidade de vida do servidor, ele chegar num ambiente de trabalho que seja sadio para que possa ter ânimo de trabalhar. Compramos computadores de ótima qualidade para fazer rodar os programas e ter produção.

Estamos fazendo estes procedimentos, melhorando o processo, investindo na infraestrutura da prefeitura e gerando economia. Isto sem nenhum impacto no orçamento”, relata. 

Conforme Robson, a gestão irá seguir focada neste objetivo de reestruturação do processo, investindo em tecnologia de funcionamento para modernização o controle de gestão. Vários setores estão sendo automatizados, setores que funcionavam na base do papel na gestão passada, apesar de a prefeitura pagar o sistema e não usá lo.


O processo, segundo ele, era arcaico. “Era cadernão mesmo! Marcação de caneta. Muitos documentos sumiram e isto é muito ruim para a própria prefeitura”, comenta.


“A Engenharia funcionava na base do cadernão e um processo levava 20 dias para análise. Se a pessoa fosse conhecida de alguém era mais rápido. Se não, ficava a desejar. Agora iremos fazer um sistema de protocolo. A prefeitura pagava este sistema, mas não era implantado”, enfatiza.


A atual gestão irá começar a digitalizar os projetos da prefeitura. Conforme Robson, este procedimento só será possível após a prefeitura estar mais avançada no em seu processo de modernização de funcionamento, com a criação das plataformas. Com o Bussiness Intelligence, que não era usado na gestão passada, Robson enfatiza que está sendo possível fazer gestão, como o controle do número de colaboradores.


As informações são lançadas no sistema e, colocando a palavra “colaboradores” na plataforma, ela informa o número de colaboradores, que hoje é de 1.512. Haviam 1.890 na gestão anterior nos últimos meses de mandato. Comparando os dois números, a redução é de 20%, sem perder qualidade, apenas reestruturando.

Só estamos contratando substituições, mas queremos reduzir e chegar na possibilidade de fazer concurso no próximo ano. E vamos rediscutir o PCCS[Plano de Cargos, Carreira e Salário”, observa.


Com a redução de 20% no número de servidores, a prefeitura conseguiu fazer economia e baixar o índice da folha de pagamento do funcionalismo, que era de 59% e estava acima do limite prudencial determinado pelo TCE [Tribunal de Contas do Estado]. O índice baixou para 50,4%. 

“Está sendo uma tarefa árdua, mas já tem muitas coisas bacanas na gestão. Estamos fazendo o controle e ainda dá para melhorar muitas coisas. Apenas começamos a fazer o aprimoramento do processo. São ações internas que a população ainda não percebe, mas que irão ser primordiais nos resultados. No final do primeiro ano, queremos chegar para a população e apresentar um balanço das melhoras que tivemos no serviço público, atendo melhor as demandas da sociedade, com infraestrutura melhor e mais efetividade”, pondera


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Jose Lucio Junqueira Caldas
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