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15/12/2020 05:23 Arão Leite/Jornal da Cidade

Alta Floresta: família faz apelo para liberação de corpo que está na Politec há 15 dias

Maria Joana, uma idosa de 66 anos, é moradora da zona rural da cidade de Almerim, no estado do Pará. Ela está em Alta Floresta, município polo do extremo norte de Mato Grosso onde levou dois dias e duas noites para chegar, depois de uma viagem cansativa de barco e depois de carro.

Ao lado da filha, ele saiu de casa na semana passada para tentar pelo menos ver o filho Ivanildo Amâncio de Souza pela última vez. O homem de 47 anos foi assassinado ainda no dia 29 de novembro último, mas o corpo segue na Politec em Alta Floresta até agora. E a previsão de liberação é de pelo menos três meses.

Dona Joana, que não tem renda familiar, chegou em Alta Floresta com apoio de doações. O anseio da mãe que tinha perdido contato com o filho há muitos anos, era levar o corpo para o estado do Pará. Mas não tem qualquer condição. “Mas vim para cá pelo menos para ver ele (sic) pela última vez e tentar um enterro digno. Mas me disseram que temos que esperar o exame de DNA que vai levar até 90 dias para ficar pronto e isso se nada der errado. Mas já disseram até que corre risco de ser enterrado como indigente”, desespera a mãe.

O desespero de Dona Joana e a filha Lenilde retrata o sofrimento de mais uma família que precisa dos trabalhos da Politec em Alta Floresta onde a falta de servidores é um problema crônico e, apesar das cobranças juntos aos governantes, não se tem previsão de solução. “Peço pelo amor de Deus para eles pelo menos deixarem eu ver meu filho. Vim de tão longe e agora passando mais essa situação. Já foi difícil saber depois de tanto anos, a notícia de que o filho que eu procurava, está morto e assim, mas queria que pelo menos me deixassem ver”, apelou.

Na Politec, a situação permanece crítica. Coleta de material para confecção de documentos, só a partir do início do ano. Médicos é um problema que até mesmo unidade como o Hospital Regional tem reclamado, considerando que os casos de mortes por violência, tem sido encaminhados para a unidade de saúde pública. O governo no entanto, não tem se manifestado a respeito.


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Jose Lucio Junqueira Caldas
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