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29/07/2021 10:16

Como construir um negócio escalável

*Por Dener Lippert, CEO e fundador da V4 Company
Hoje no país, cerca de 95% dos negócios faturam menos que R﹩1 milhão, e são empresas fundadas para as pessoas se darem um emprego ou estilo de vida, o que chamamos de lifestyle business. Lembrando que, nesse negócio, o empreendedor sendo um profissional fora da curva, terá no máximo uma margem de 25% a 30%, ou seja, estamos falando de uma receita de R﹩200 mil a R﹩300 mil ao ano. Isso sem contar com os percalços: crise, dívidas trabalhistas, empréstimos etc.
Com um mercado forte entre transatlânticos e graneleiros, pequenos barcos viram na primeira grande maré. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), seis em cada dez empresas fecham com menos de cinco anos de atividade, ou seja, menos da metade (apenas 40%) continua em operação. Por isso, preparar seu negócio para que ele seja escalável ou expansível não é uma opção, é uma estratégia de sobrevivência.
Escalável X Expansivo
Há uma grande diferença entre os termos. Há pelo menos uma década se fala sobre startups aqui no país, que é um modelo de negócio, geralmente de âmbito tecnológico, que busca solucionar uma dor do mercado que faça você crescer exponencialmente, e isso significa reinvestimento para queimar caixa. O foco aqui não é o dividendo, mas sim, o crescimento a curto e médio prazo.
É um modelo de negócio que: ou você cresce, ou morre. Pois você está esperando sempre pela próxima rodada de investimento, e ela é um múltiplo em cima do seu crescimento/faturamento. Esse investidor não olha para o seu lucro, mas para a expansão do seu negócio. A Uber, por exemplo, teve em 2019 cerca de US﹩8 bilhões de prejuízo, mas é uma marca que vale centenas de bilhões de dólares pelo potencial de mercado.
Agora, quando falamos de negócios expansíveis, são as empresas em que os custos acompanham o crescimento da receita, só que você mantém a sua margem. Usando a Espaçolaser como exemplo, é uma marca que necessariamente precisa do espaço físico - hoje já tem mais de 600 unidades pelo país -, mas tem uma equipe qualificada e consegue utilizar recursos tecnológicos para aumentar ainda mais essa margem.
O mesmo pode ser usado para negócios tradicionais como uma rede de padarias, serviço de manutenção ou uma casa de construção. O crescimento varia de acordo com a capacidade de investimento em operação, ferramentas (e-commerce, Whatsapp Business, chatbot para atendimento etc) e em uma equipe qualificada para saber usar os recursos disponíveis e dar um suporte diferenciado ao cliente.
E eu bato na tecla de equipe, pois o empreendedor não cresce sozinho. No meu livro, " Cientista do Marketing ", falo que mais importante do que ter ideias e criar um layout bonito, é preciso, assim como um profissional da ciência, a equipe reunir uma dor/problema, entender o objeto de estudo e começar a executar algumas hipóteses para chegar na solução. Não existe fórmula mágica, mas estudos e caminhos.
Para conquistar os diferentes tipos de crescimento que citei acima, você precisa ser um cientista, não um advogado. Explicando o termo, o advogado defende uma causa, estando certo ou errado. O trabalho do cientista é sempre questionar as evidências para chegar em um melhor resultado. Então, seja um empreendedor inconformado, questione seu planejamento e tenha humildade intelectual para "quebrar" seu negócio todos os dias com o intuito de potencializar seus resultados.

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Jose Lucio Junqueira Caldas
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