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25/05/2018 07:45 Jacques Gosch

Líder dos caminhoneiros no Estado nega acordo e diz que protesto continua vídeo

O líder dos caminhoneiros em Mato Grosso, Gilson Baitaca, negou que a categoria tenha chegado a acordo com o governo federal sobre a suspensão da paralisação que já dura quatro dias. O ativista passou o dia em Brasília acompanhando as negociações conduzidas pelo ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha (MDB-RS) e pelo ministro da Fazenda Eduardo Guardia.

Após sete horas de reunião entre governo e representantes dos caminhoneiros, Padilha anunciou na noite desta quinta (24), em coletiva de imprensa, que houve acordo pela suspensão da greve por 15 dias. Nove das 11 entidades presentes aceitaram a proposta do Executivo, que prevê prazo de 30 dias de congelamento do preço do diesel. Esta era uma das principais demandas da categoria, que queria mais previsibilidade nos reajustes.

“Estive durante toda tarde acompanhado as negociações do governo, através da Casa Civil, com o setor do transporte. Passaram a tarde fazendo discurso, apelando, implorando para o setor ceder e dar uma trégua. O setor não cedeu e não deu trégua porque ainda tem itens da pauta que não foram atendidos. Os dois itens mais importantes não foram atendidos, que são a redução do preço dos combustíveis através da isenção do Pis-Cofins e o projeto 121 de 2017. São os principais pontos das reivindicações”, afirmou Baitaca pelas redes sociais.

O projeto 121 trata da criação de uma política de preços mínimos do transporte rodoviário de cargas. Independente da negociação com o governo federal, o presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB-CE) se comprometeu a pautá-lo em reunião com os caminhoneiros.

“Então, não houve nenhum acordo. O governo pegou assinatura de duas ou três entidades e soltou na imprensa que houve acordo a fim de estabelecer uma trégua. Não houve acordo nenhum porque eu estava o tempo todo junto. Eu e mais oito ou 10 companheiros. Não houve nenhum acordo e nós vamos aguardar a votação do Senado. Se não aprovar no Senado, não existe trégua e muito menos parar a mobilização”, completou o líder dos caminhoneiros mato-grossenses.

Reunião frustrada

Já em Mato Grosso, a reunião entre o governador Pedro Taques (PSDB), o representante dos transportadores Eleus Amorim e algumas lideranças do setor, marcada para o início da noite, acabou não acontecendo. Isso porque não aceitaram a norma de segurança do Palácio Paiaguás determinando que os visitantes deixem seus celulares na recepção antes de entrarem no gabinete do Chefe do Executivo.

O desentendimento ocorreu logo após a carreata dos caminheiros que movimentou Cuiabá nesta quinta. O objetivo do encontro era solicitar a Taques a redução do ICMS cobrado sobre os combustíveis.

 


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
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