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24/06/2017 08:10 Celly Silva, Alcione dos Anjos e Karine Miranda

Desembargador manda prender 6 militares; 2 são secretários

O desembargador Orlando de Almeida Perri decretou as prisões de 6 integrantes da Polícia Militar sendo que 4 deles são acusados de envolvimento no esquema de escutas ilegais e outros 2 são suspeitos de vazar informações sigilosas. Por enquanto, foi confirmado o cumprimento de 4 mandados e os militares encaminhados para o Fórum de Cuiabá onde vão passar por audiência de custódia. Dois promotores militares foram acionados para se deslocarem até o Fórum e acompanhar a audiência. 

O coronel Evandro Ferraz Lesco, secretário-chefe da Casa Militar, é um dos presos. Além dele também foram alvos dos mandados judiciais o sargento Euclides Luiz Torezan, cedido ao Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) , o coronel Ronelson Jorge de Barros (secretário-adjunto na Casa Militar) e o coronel Januário Antônio Edwiges Batista, atual Comandante do 4º Batalhão, em Várzea Grande. 

Ele é citado no esquema de escutas ilegais na modalidade barriga de aluguel, denunciado pelo promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública, Mauro Zaque. 

Lesco é apontado como responsável pela compra dos equipamentos de escuta, cuja nota fiscal da aquisição de dois equipamentos pelo coronel, ao custo de R$ 24 mil, foi juntada por Mauro Zaque no material encaminhado por ele a Procuradoria-Geral da República (PGR) no bojo da investigação sobre o esquema de escutas ilegais que vinha sendo operado em Mato Grosso.

Conforme apurou o Gazeta Digital, também foram decretadas as prisões do coronel PM Alexandre Corrêa Mendes e do tenente-coronel PM Victor Paulo Fortes Pereira, respectivamente corregedor-geral e diretor da Polícia Militar. No entanto, ainda não há confirmação se os mandados já foram cumpridos contra eles. 

Ambos são acusados de vazar informações sobre a operação prevista para prender os coronéis Evandro Alexandre Ferraz Lesco, secretário de Estado da Casa Militar e Airton Benedito Siqueira Júnior, secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos. 

O vazamento, por parte do coronel e do tenente-coronel, teria ocorrido no início da manhã desta sexta-feira (23), quando Mendes e Pereira teriam ido até a Casa Militar, onde abordaram Siqueira, Lesco e ainda o secretário de Estado da Casa Civil José Adolpho de Lima Avelino Vieira e avisado para os coronéis “se preparem”.

Eles tinham a informação porque foram chamados pelo coronel Jorge Catarino de Moraes, encarregado do inquérito que apura a prática de interceptações clandestinas, para uma operação, com mandados de busca e apreensão e de prisão contra servidores da Casa Militar, o que dependia apenas de autorização da Justiça.

Prisões administrativas por vazamento de informações sigilosas - No caso de Alexandre Mendes e Victor Pereira o desembargador decretou prisões administrativas por dias. Porém o coronel Jorge Catarino já pediu que sejam convertidas em prisões preventivas. Perri ainda vai analisar o pedido

Prisões de Zaqueu e Cabo Gérson prorrogadas - Em relação ao ex-comandante da PM, coronel Zaqueu Barbosa e o cabo Gérson Luiz Ferreira Corrêa Júnior, ambos presos no dia 23 de maio por detemrinação do juiz Marcos Faleiros da Silva, da 11ª Vara Criminal Especializada em Crimes Militares de Cuiabá, Catarino também pediu a prorrogação. Orlando Perri aceitou. 

Governo se manifesta em nota - Exatamente às 19h16, o governo do Estado publicou uma nota confirmando as prisões decretadas por Orlando Perri. No decorrer da tarde, quando as informações sobre os decretos prisionais já eram públicas, o coronel Lesco transitava tranquilamente pela Casa Militar enquanto o governo negava ter conhecimento de qualquer mandado de prisão contra ele.

            Veja no vídeo abaixo a tranquilidade do coronel Lesco pouco tempo antes de sua prisão


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
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