Regional

07/01/2021 15:46 Lázaro Thor Borges

Ferrovia opõe grupos políticos no Estado

O senador Wellington Fagundes (PL) defendeu, nesta quarta-feira (6), que a construção de ferrovias em Mato Grosso seja pragmática e não política. Fagundes deseja que o governo federal autorize o início das obras da Ferronorte, que ligará Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por Cuiabá.

O debate sobre a construção de ferrovias no Estado voltou a ganhar conotação política ainda em dezembro, quando o senador Jayme Campos (DEM) criticou a decisão do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, por condicionar a liberação da Ferronorte à aprovação de um projeto de lei que facilitaria as obras da Ferrogrão, ferrovia que ligará a cidade de Sinop ao porto de Miritituba, no Pará.

 

“Uma ferrovia não pode ser condicionada a outra, acho que quanto mais fazer melhor, não escolho uma em detrimento de outra, mas se a Ferronorte é viável e pode ser feita então acho que já deveria começar, pois basta uma autorização do governo, uma vez que a concessionária tem interesse no prolongamento da ferrovia”, afirmou o senador.

 

Divisão política
Desde 2019 a discussão sobre ferrovias divide grupos políticos em Mato Grosso. Um grupo de políticos liderado pelo empresário Eraí Maggi e pelo seu primo, o ex-senador e ex-governador Blairo Maggi, ajudaram a idealizar a Frerrogão e defendem a construção da ferrovia como forma de escoar a produção e aumentar o desenvolvimento da região norte do Estado.

 

Amaggi foi uma das tradings que ajudaram na elaboração do projeto da Ferrogrão, junto com a Bunge, Cargill e Louis Dreyfus. Estas duas primeiras formam a empresa Unitapajós, que atua no transporte de grãos entre Miritituba e Barcarena, no Pará. O senador Carlos Fávaro (PSD), que é próximo do grupo político da família Maggi, também apoia a construção da Ferrogrão.

 

Por outro lado, políticos mais ligados a regiões sul do Estado, como Jayme e Wellington, acreditam que uma rodovia para escoar produção precisaria passar por Cuiabá. Em artigo publicado no dia 31 de dezembro, Jayme Campos chamou de “obscura” a atuação do Ministério da Infraestrutura ao não facilitar a ampliação da Ferronorte.


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