Regional

05/04/2019 08:11

12 fazendas de Mato Grosso estão na lista de trabalho sujo; no país são 187

Em Mato Grosso, 12 empregadores aparecem na lista suja do trabalho escravo, divulgada pelo ministério da Economia nesta quarta (3). No Estado, todos os casos de trabalhadores submetidos à condições semelhantes à de escravidão estão associados a donos de propriedades rurais - veja lista completa.

Em todo o Brasil, a lista apontou a prática de trabalho escravo envolvendo 187 empregadores, entre pessoas físicas e empresas - sendo que foram encontrados 2.375 trabalhadores nesta condição. A lista inclui empregadores que foram adicionados na relação no período de 2017 a 2019.

 

De acordo com a legislação brasileira, o trabalho análogo à escravidão envolve toda atividade forçada, quando a pessoa é impedida de deixar seu local de trabalho. Tal situação é desenvolvida sob condições degradantes ou em jornadas exaustivas. Os casos também podem envolver situações em que o funcionário é vigiado constantemente pelo patrão.

Nos últimos anos, a propriedade rural que mais registrou casos de trabalhadores em situação semelhante à de escravidão, no Estado, foi a Fazenda Ariranha e Fazenda Flor da Mata, na zona rural de Nova Santa Helena. A propriedade pertence à mineradora Rio Pocinho Mineradora EIRELI – ME. No local, foram encontradas 20 pessoas em situação degradante, em 2016.

Na Fazenda Cachoeira, em Itiquira, foram encontrados 12 trabalhadores em situação análoga à escravidão, em 2013. Conforme o ministério da Economia, a propriedade está em nome de Lucas Willian Frares.

Também em Mato Grosso, outras propriedades que figuram na lista desde 2013 são: Fazenda Bragatti III, na zona rural de Paranaíta, onde foram localizados oito trabalhadores em situação degradante. O lugar pertence a Natal Bragatti.

No mesmo ano, a empresa Tauá Biodiesel Ltda, proprietária da Fazenda Eucaflora, também passou a entrar na lista suja, após fiscais identificarem cinco trabalhadores em situação irregular. Também na lista desde 2013, as fazendas Flexa e Piuva, de Antônio Carlos Zanin, em Santo Antônio do Leverger, possuíam quatro trabalhadores em condições análogas à escravidão.

Desde então, há outros registros de fazendas de Mato Grosso na lista suja. Um deles, de 2016, envolve a fazenda Rio Dourado, do produtor Hélio Cavalcanti Garcia, localizada em Poxoréo, passou a integrar a lista após os fiscais encontrarem cinco trabalhadores em condições precárias.

As irregularidades

Conforme reportagem da Agência Brasil, a Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete) aponta que uma jornada é considerada exaustiva quando todo expediente que, por circunstâncias de intensidade, frequência ou desgaste, cause prejuízos à saúde física ou mental do trabalhador, que, vulnerável, tem sua vontade anulada e sua dignidade atingida.

Já as condições degradantes de trabalho são aquelas em que o desprezo à dignidade da pessoa humana se instaura pela violação de direitos fundamentais do trabalhador, em especial os referentes a higiene, saúde, segurança, moradia, repouso, alimentação ou outros relacionados a direitos da personalidade.

Outra forma de escravidão contemporânea reconhecida no Brasil, conforme a reportagem, é a servidão por dívida, que ocorre quando o funcionário tem seu deslocamento restrito pelo empregador sob alegação de que deve liquidar determinada quantia de dinheiro.

O Ministério Público do Trabalho disponibiliza, em seu site, um canal para registro de denúncias de crimes que atentem contra os direitos dos trabalhadores. A notificação pode ser feita de forma anônima.


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
Alta Floresta - MT
Fone (66) 9.8412-9214
nativanews@hotmail.com

Redes Sociais

Todos os direitos reservados ao Site Nativa News
Qualquer material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo