Regional

07/10/2018 08:02 Lázaro Thor Borges/GD

WhatsApp foi principal meio para propagar fake news

Em março deste ano, juízes da propaganda eleitoral de todo país se reuniram em Cuiabá para discutir a regulação das mídias sociais na campanha. O debate estava alinhado com o que defendia o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, que prometeu “guerra às fake news”. Sete meses depois, o resultado não saiu exatamente como esperado. Os boatos e notícias falsas se proliferaram na internet e encontraram em um aplicativo de mensagens o seu principal habitat. Foi no WhatsApp, que as fake news tiveram maior vazão.  

Em Mato Grosso, este cenário ficou especialmente visível com a circulação de vídeos apócrifos contra os mais diversos candidatos. Desesperados, eles recorreram à Justiça Eleitoral, o que colocou o Estado na 6ª colocação entre os estados brasileiros com o maior número de processos para remoção de conteúdo, segundo dados da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).   

Diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE -MT), Nilson Bezerra diz que o trabalho feito pelo órgão foi independente do realizado pelo TSE. Ele admite que a proliferação de mentiras já era esperada. “É claro que algumas coisas que acontecem, a gente demora para dar um retorno. O controle no WhatsApp é mais complexo. É mais difícil de rastrear porque as mensagens são criptografadas”, lembrou ao ressaltar que, na maioria das vezes, quem espalha os boatos e ataques contra adversários usa números telefônicos de outros estados.   

“A gente já esperava isso, o seminário em março foi feito para isso. A gente sabia que, em virtude de mais brasileiros nestas eleições terem acesso à internet, naturalmente, as redes sociais teriam o papel essencial. Por exemplo, o candidato [a presidente] que lidera as pesquisas não tem tempo de TV, nem dinheiro”, cita.


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
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