Regional

01/09/2018 05:30

Após se recusar a pedir votos para Leitão, Selma cita delações e rompe com o PSDB

juíza aposentada Selma Arruda (PSL) rompeu com a coligação "Segue em Frente Mato Grosso" e declarou independência na disputa por uma das duas vagas ao Senado. Após causar uma série de constrangimentos internos no grupo, a magistrada declarou que se sentiu boicotada pelo PSDB, que tem Pedro Taques candidato á reeleição e Nilson Leitão na disputa pela outra vaga à senatória.

O anúncio foi feito durante coletiva na tarde desta sexta (31). Além da questão da briga pelo tempo de programa no rádio e TV, a candidata citou as delações do empresário Alan Malouf e do ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto, que teriam apresentado provas à Procuradoria-Geral da República do envolvimento de Taques e Leitão em esquemas de fraude em licitações no Estado, para o pagamento de dívidas de campanha não declaradas em 2014. “Fico desconfortável com pessoas que estão envolvidas nisso”.

Na coletiva, Selma afirmou que seu único compromisso firmado é com a eleição de Jair Bolsonaro à Presidência da República. Sustenta que tomou a decisão por conta de “boicotes e rasteiras" por parte de Leitão, que teria lhe "alijado" e chegado a tentar encorajar candidatura ao Senado em outra coligação, para diminuir as possibilidades eleitorais da novata na política.

Na prática, Selma, por conta da falta de representatividade do PSL no Congresso, não teria direito a nem um segundo de programa. No entanto, a juíza aposentada garantiu que havia um acordo com o PSDB de que o 1 minuto e 39 segundos no rádio e na TV seria dividido de forma igualitária. No entanto, a candidata ficou apenas com 32 segundos (7 segundos da coligação e 25 segundos do tempo somado pelas demais siglas da coligação).

"O PSL não tem tempo de TV, porém o que foi combinado quando se tratou da coligação foi a divisão do tempo. Mais especificamente do tempo de TV do PSB, do PPS e do Solidariedade. Isso foi compromisso assumido pela coligação e até onde eu sei, sendo político ou não, o que se promete, se cumpre. Não foi o que o PSDB fez. O PSDB, no interesse de Leitão, queria me alijar na propaganda eleitoral, me dando apenas migalhas do tempo reservado a coligação. Sobre a justificativa esdruxula de que não admitiria ceder tempo para Bolsonaro", declarou.

Desincompatibilidade

Ainda de acordo com Selma, o espaço para a campanha de Bolsonaro em Mato Grosso foi acertado com Taques. Ela completa garantindo que tentou relevar tais divergências até onde pode, para manter a unidade da chapa.

No entanto, os atos de Selma demonstraram posicionamento contrário ao que foi dito na coletiva de hoje. Logo após o anuncio da aliança com os integrantes do ninho tucano, a candidata fez live no Facebook que causou crise na coligação. Temendo a rejeição e a perda de eleitores, Selma se disse vítima do sistema político e explicou que o voto não segue "chapa fechada" e que seus eventuais eleitores não precisam votar nos candidatos com os quais está aliada, ou seja, Taques e Leitão.

Tal crise chegou a ser contornada, mas expôs, desde então, a relação nada confortável entre os candidatos majoritários.

Agora independente, Selma diz que não apoiara nenhuma outra candidatura majoritária em Mato Grosso. Declara que só pedirá votos aos deputados federais e estaduais da sigla, além, claro, de Bolsonaro.

Delação

Questionada sobre o fato de o suposto envolvimento de Leitão e Taques no esquema investigado na Operação Rêmora, do Gaeco, já ter sido evidenciada por Alan ainda em depoimento a ela - quando conduzia a 7ª Vara Criminal de Cuiabá -, Selma esclareceu que, à época, as acusações não eram acompanhadas de provas e, por isso, não viu problema em se coligar com os tucanos. Em declarações anteriores, a magistrada garantiu que não se sentia constrangida, nem agia com incoerência pela aliança.

"É claro que já tinha havido referência a esses fatos, inclusive quando eu era titular da 7ª Vara Criminal, mas você há de convir que uma coisa é a palavra de um réu sem prova. O réu fala o que quer.  O que saiu na Folha de S.Paulo é que houve uma delação homologada pelo STF e que nessa delação haveriam provas documentais, segundo a reportagem, de prints de conversas de WhatsApp que comprovariam o envolvimento dessas pessoas. Então acho que a diferença é bem maior. Principalmente para mim que sou operadora do Direito".


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
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