Regional

03/10/2017 19:07 EXPRESSOMT

Secretário de Saúde de Lucas do Rio Verde e vereadores vão à Brasília pedir cessão de UPA

Uma comissão formada pelo Secretário de Saúde de Lucas do Rio Verde, Jean Machado, e vereadores do município, vão à Brasília nesta quarta-feira (04) para buscar junto ao Ministério da Saúde a cessão do prédio da Unidade de Pronto Atendimento – UPA – para abrigar o Posto Central, local onde são atendidos pacientes de urgência e que não precisam do suporte do Hospital São Lucas. O assunto foi pauta de uma reunião na última semana.

 

Há pelo menos seis meses a gestão municipal estuda a possibilidade de transferir a estrutura do Posto Central para a UPA, cujo espaço foi concluído no final do ano passado e está ocioso em razão do custo operacional. Entre os vereadores, há consenso na necessidade de ocupar o espaço. “Não tem porque nós não ocupar um prédio público que vai ter a mesma função de saúde, porém, não atendendo 24 horas”, analisou o vereador Airton Callai (PSB).

 

O local onde está sediado o Posto Central pode ser usado para atender outros serviços de saúde, como o CAPS (Centro de Apoio Psico Social).

 

Conforme o secretário Jean Machado, além do Posto Central, o espaço abrigaria o Centro de Especialidades Médicas, setor de ortopedia e centro de radiologia. “Uma otimização de um espaço novo cedido a população com um ganho de qualidade”, pontuou Machado.

 

Apesar do pedido de cessão do espaço encontrar apoio no Legislativo e ser baseado na utilização para atender à comunidade, Jean Machado acredita que haverá resistência. Nos contatos que manteve anteriormente, o secretário explica que o Governo Federal tem procurado estimular os municípios a assumirem os comandos das Unidades de Pronto Atendimento. Nesse sentido, haveria a necessidade de criar e manter o SAMU, Serviço de Atendimento Médico de Urgência. “O Corpo de Bombeiros já faz a versão do SAMU e quando você tem o SAMU você abrange uma área de 300 km, ou seja, vamos tirar nossas ambulâncias e profissionais médicos para atender urgências e emergências num raio de 300 km”, lamenta Machado, assinalando que não existe viabilidade financeira para aplicar R$ 120 mil na manutenção do SAMU.

 

Segundo dados, o custo operacional da Unidade de Pronto Atendimento gira em torno de R$ 1 milhão, pelo menos R$ 300 mil a mais que o investido no Posto Central.

 

Números apurados pela Secretaria de Saúde apontam que 17 UPAs foram inauguradas nos últimos meses no Estado e não entraram em funcionamento em razão do elevado custo operacional. No país, são cerca de 1.160 unidades fechadas por falta de recursos para a manutenção. 


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
Alta Floresta - MT
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