Regional

12/08/2017 08:23

Blairo e Silval pagam R$ 3 mi cada por retratação de ex-secretário; Bezerra e Wellington receberam propina, diz JN

O ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) teria subornado o ex-secretário de Estado Eder Moraes para retirar acusações sobre seu envolvimento no esquema para compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), amplamente divulgado pela imprensa mato-grossense. A denúncia consta na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luix Fux na última quarta (9), que foi revelada com exclusividade pelo Jornal Nacional (JN) desta sexta (11).

A delação premiada de Silval garante que Eder revelou o envolvimento de Blairo no esquema para compra de vaga no TCE em depoimento prestado ao Ministério Público Estadual (MPE) em março de 2014. Em seguida, teria cobrado R$ 12 milhões para mudar o conteúdo das declarações.

Após negociação, o ex-secretário, que foi influente nas duas gestões, teria aceitado reduzir o valor do suborno para R$ 6 milhões. Deste total, R$ 3 milhões teriam sido repassados por Blairo por intermédio do empresário Gustavo Capilé.

Os outros R$ 3 milhões teriam sido pagos por Silval através do ex-chefe de gabinete Silvio Corrêa, que repassou parte em dinheiro e quitou uma dívida no valor de R$ 800 mil. Com o  suborno, Eder teria mudado a versão de seu depoimento. À época, alegou que o conteúdo do depoimento era inverídico e foi influenciado por “forte domínio emocional". A retração foi divulgada em primeira mão pelo  no início de outubro de 2014.

Com a retratação de Eder, o inquérito que investigava Blairo foi arquivado pelo ministro do STF Dias Tofolli. Segundo JN, agora a investigação pode ser reaberta a partir da revelação contida na delação premiada de Silval.

Outros esquemas

A reportagem de JN cita outros dois políticos de Mato Grosso, que teriam sido beneficiados por esquemas e "dedurados" por Silval. São eles o deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) e o senador Wellington Fagundes (PR).

Bezerra é acusado de receber propina de R$ 4 milhões para apoiar determinada candidatura a prefeito de Cuiabá - a reportagem não citou o ano, nem o nome do político. Já Wellington teria recebido propina em esquema com construtoras e para pagamento de dívidas de campanha. Neste caso, os valores não teriam sido revelados por Silval.

Outro Lado

Blairo nega todas as acusações contidas na delação premiada de Silval. Afirma que nunca subornou Eder e que o ex-governador está mentindo. Além, afirma utilizar todos os meios legais para se defender. "Nunca houve ação, minha ou por mim autorizada, para agir de forma ilícita dentro das ações de Governo ou para obstruir a justiça. Jamais vou aceitar qualquer ação para que haja "mudanças de versões" em depoimentos de investigados. Tenho total interesse na apuração da verdade. Qualquer afirmação contrária a isso é mentirosa, leviana e criminosa".

Bezerra garante que a delação premiada de Silval não tem fundamento. Pontua ainda que é dirigente estadual do PMDB e cabe ao diretório municipal tratar de eleições para prefeito.

Wellington sustenta que todas as doações de campanha que recebeu foram declaradas à Justiça Eleitoral. Silvio alegou que somente cumpria ordens. Eder não foi localizado para comentar.

A defesa de Silval não quis comentar o conteúdo da reportagem do JN. Gustavo Capilé não foi localizado.

 


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
Alta Floresta - MT
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