Política

26/10/2020 05:39 Diario de Cuiabá

Taxa de sobrevivência de empresas despenca em Mato Grosso

Índice é um dos menores do Centro-Oeste e ficou abaixo da média nacional, que em 2018 chegou a 25,3%

Das 12.024 unidades locais (filiais) de empresas nascidas em 2008 em Mato Grosso, 24,1% permaneciam ativas em 2018, segundo a pesquisa Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo 2018 (Demogemp), divulgada, na sexta-feira (23), pelo IBGE.

As unidades locais são o endereço de atuação das empresas, que podem ter uma ou mais unidades. Em 2008, do total de empresas nascidas, 70,50% seguiam ativas no primeiro ano.

Ainda como apontam os dados do IBGE, a taxa no Estado é uma das menores do Centro-Oeste e ficou abaixo da aferida na média nacional, que em 2018 chegou a 25,3%.

Em 2011, em seu terceiro ano, 57,7% das unidades locais do estado ainda estavam em funcionamento e, em 2013, no quinto ano, 44,7% continuavam abertas.

No Brasil, 25,3% das 612.954 unidades locais abertas em 2008 ainda estavam atendendo dez anos depois. No Centro-Oeste, esse índice cai para 23,7% das 55.871 unidades locais.

O estudo analisa a entrada, saída, reentrada e sobrevivência das empresas no mercado, além de estatísticas sobre empresas de alto crescimento.

Por natureza jurídica, as informações dessa pesquisa referem-se somente às Entidades Empresariais, excluindo-se as demais entidades como órgãos da administração pública, entidades sem fins lucrativos e organizações internacionais.

De acordo com a pesquisa, o número de unidades locais em Mato Grosso passou de 90.434, em 2017, para 89.987, em 2018. Já o número de pessoal ocupado assalariado foi de 520.441 para 549.078 na mesma comparação.

O salário médio mensal das unidades locais no estado era de 2,3 salários mínimos ou R$ 2.173,83.

Ao todo, 44,77% das unidades locais de 2018 eram do setor de Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, 7,87% das Indústrias de transformação e 7,51% da área de Transporte, armazenagem e correio.

Em relação ao pessoal ocupado, 35,43% trabalhavam no setor de Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas. Outros 17,64% eram das Indústrias de transformação e 6,93% da área de Transporte, armazenagem e correio.

A taxa de sobrevivência das unidades locais ativas mato-grossenses foi de 81,09% em 2018, o que representa 72.972 unidades locais permanecendo ativas no Estado.

A taxa de entrada de novas unidades locais ficou em 18,91%, e a de saída, 19,49%.

O estudo aponta que 17.015 unidades locais que estavam ativas em 2018 não estavam funcionando em 2017. Outras 17.535 unidades locais que não estavam ativas em 2018 funcionavam em 2017, o que representa uma redução de 520 unidades locais. Em 2018, 31.865 funcionários começaram a trabalhar e 12.463 pararam de trabalhar, uma alta de 19.402 no pessoal ocupado.

Em Cuiabá, havia 20.487 unidades locais em 2018, sendo que 4.301 começaram a funcionar e 4.361 pararam as atividades. O pessoal ocupado assalariado era de 143.819 na capital. O salário médio mensal era de 2,4 salários mínimos.

O número de unidades locais de empresas de alto crescimento (com crescimento médio, em termos de pessoal ocupado assalariado, de pelo menos 20% ao ano, por um período de três anos e que tenha dez ou mais pessoas ocupadas assalariadas no ano inicial de observação) passou de 1.040, em 2017, para 1.339, em 2018.

O pessoal ocupado nessas empresas foi de 50.456 para 58.641 na mesma comparação. O salário médio mensal dessas unidades foi de 2,4 salários mínimos.

O total de unidades locais de empresas gazelas (empresas de alto crescimento com até cinco anos de idade no dia 31/12 do ano de referência) em Mato Grosso passou de 86, em 2017, para 133, em 2018.

Ao todo, 66 delas eram do setor de informação e comunicação. O pessoal ocupado nas unidades locais de empresas gazelas no estado, porém, caiu de 3.465 para 3.094 na comparação. O salário médio mensal também baixou de 2,1 salários mínimos para 1,8 salário mínimo.

A atividade que mais se destacou em 2018 foi o Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, que contribuiu com o maior saldo negativo de empresas (-88,7 mil).

Por outro lado, o setor de Saúde humana e serviços sociais foi o que deu a maior contribuição positiva ao saldo das empresas (23,7 mil).


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