Política

10/09/2017 07:52

Prefeito de Cuiabá afirma que imagens foram “distorcidas”, mas não explica dinheiro recebido de Silval

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), que apareceu recebendo maços de dinheiro em um vídeo da delação premiada feita pelo ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), ao Ministério Público Federal (MPF), negou neste sábado (9) ter cometido qualquer ato ilícito. Essa foi a primeira vez que Emanuel Pinheiro falou com a imprensa sobre o assunto. No entanto, ele não explicou os motivos pelos quais ele estava recebendo milhares de reais de Silval.

Nas imagens, divulgadas há mais de duas semanas, Pinheiro aparece recebendo maços de dinheiro das mãos de Sílvio César Corrêa, ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, e colocando o montante nos bolsos do paletó. Na época, ele era deputado estadual. Silval afirmou, na delação homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que o dinheiro pago ao atual prefeito da capital era de propina.

Hoje, durante vistoria realizada em obras de pavimentação e drenagem no Bairro Doutor Fábio, na capital, Emanuel Pinheiro afirmou que as imagens são de quatro anos atrás e foram divulgadas fora de contexto, aproveitando-se do fato de que ele ocupa o cardo de prefeito de Cuiabá.

“Eu sou advogado, há uma orientação jurídica para a gente falar no momento certo, até porque é agora que os elementos estão aparecendo. Podem ter certeza que estou absolutamente tranquilo. Não cometi nenhum ilícito e as coisas serão esclarecidas. A verdade vai aparecer e nós vamos, dentro dos autos, mostrar toda a contundência da nossa linha de defesa”, afirmou.

Questionado se o dinheiro recebido foi declarado ou onde ele foi usado, Emanuel Pinheiro desconversou e pediu para que respeitem o posicionamento dos advogados dele, que devem falar no momento oportuno.

Suplementação

Sobre o decreto de suplementação de R$ 6,7 milhões do orçamento da Câmara de Vereadores de Cuiabá após a divulgação do vídeo da delação, Pinheiro disse se tratar de um pleito da Mesa Diretora que estaria sendo discutido desde maio deste ano.

O Ministério Público de Contas de Mato Grosso apontou indícios de falhas no decreto, em representação feita no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). Posteriormente, o decreto foi suspenso pelo juiz Luís Aparecido Bortolussi Júnior, da Vara Especializadada Ação Civil Pública e Ação Popular.

“É um pleito da mesa da Câmara que está sendo discutido desde maio, tem todo o processo tecnicamente embasado, foi coordenado pelo secretário de finanças do município, pelo secretário de planejamento, pelo contador-geral do município e teve um total respaldo técnico para poder resolver um problema do Poder Legislativo. Eu joguei para o segundo semestre por causa do equilíbrio do caixa do município, porque eu estava no primeiro ano de governo”, disse.

 

 


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
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