Entretenimento

04/01/2021 10:13

As potenciais origens das histórias de vampiros podem explicar nosso fascínio com estes seres da noite

Uma das teorias mais conhecidas quanto ao nosso comportamento instintivo, é a relação dos seres humanos com o escuro. Acredita-se que nossos ancestrais, após milênios temendo o desconhecido que vinha do breu total das noites mal iluminadas por tochas e fogueiras, desenvolveram um medo natural do escuro. Algo que foi passado de geração em geração, e que permanece de forma inata em nossos cérebros, “atacando” a espécie sempre que a noite cai e a iluminação encontra-se em falta.

Mas esse nosso medo gerou ao mesmo tempo um tipo de fascínio que é um elemento vital para explicar muitas das criações culturais que dominam as estantes de livrarias, e as salas de cinema. Entre elas encontram-se as criaturas da noite criadas em mitos como a dos vampiros, cuja tradição secular mantém-se relevante apesar de diversas mudanças culturais e tecnológicas pelas quais já passamos.

Esse fascínio explica em grande parte o sucesso de uma obra que vive na mente dos fãs de vampiros: a série True Blood, da HBO. Apesar de seu desfecho em 2014 após sete temporadas com grandes números de audiência, rumores sobre uma eventual volta do seriado permeiam as notícias do mundo do entretenimento de forma constante desde o fim da sua transmissão.

Esse sucesso vampiresco alcança outras peças de mídia que em sua maneira, são tão ou mais impactantes e famosas do que o seriado da emissora de televisão estadunidense. Um livro como A Hora do Vampiro, do escritor Stephen King, foi um sucesso tão grande que gerou duas adaptações às telas de cinema. Um dos primeiros filmes de terror da história, Nosferatu, é também um dos mais celebrados do ramo ao contar com maestria a história de um dos grandes vampiros das lendas antigas e modernas destas criaturas. Em plataformas como a White Lion, que ocupa o topo da lista de melhores espaços de jogos da Casinos.pt graças a sua variedade de opções de jogos e os bônus que a casa oferece, existem vários jogos sobre vampiros. Entre eles se encontra Immortal Romance, jogo que possui inspiração audiovisual tanto em True Blood quanto na franquia Crepúsculo. E até na música os vampiros são uma boa fonte de inspiração, como na canção “Dracula’s Wedding” da lendária dupla de hip-hop, Outkast.

Pois é também de se questionar onde que o limiar do medo acaba se tornando um fascínio que gera tantas obras culturais, e posteriormente um retorno financeiro bastante relevante. Algo que começa há séculos atrás, quando estas diversas formas midiáticas não eram sequer fruto da imaginação de nossos ancestrais.

De onde vem os vampiros?

As teorias para explicar a origem dos vampiros são várias, mas quase sempre se iniciam a partir da ignorância científica dos povos antigos principalmente no que concerne o processo de morte e decomposição de cadáveres. Nesse âmbito de medicina, acredita-se que a origem das histórias de vampiros está relacionada com fatos desde a aparência tida como grotesca de cadáveres que eram exumados, até o fato de execução de enterros de pessoas ainda vivas que em suas tentativas de escapar de seus caixões, acabavam por se ferir - gerando assim feridas que pareciam que tinham se alimentado de sangue.

Existe também o lado psicológico das histórias de vampiro. Este advém das pessoas que querem rejeitar os temores que a morte de si mesma, e de pessoas em seu entorno, acaba gerando. Em resposta a esses temores, surgem as teorias de que é possível uma vida para além do túmulo como um vampiro, que usa da força vital de seres vivos para se manter.

Outra interessante ideia em potencial para a origem dos vampiros, vem da biologia. Enquanto morcegos-vampiros são isolados à América do Sul, e europeus só tiveram contato com a espécie quando chegaram no Novo Mundo no século XVI, os morcegos em si já eram vistos como sinal de mau agouro entre os povos do Velho Mundo. É capaz que o contato com morcegos-vampiros somente reforçou essa associação.

Tempos modernos, vampiros à moda antiga

Pode-se dizer que a forma moderna dos vampiros toma forma e popularidade a partir da publicação do livro Drácula, do autor Bram Stoker. Ali começa a “uniformização” da figura da criatura como uma frequentadora da noite, seduzindo donzelas para se alimentar de seu sangue, e também tendo uma posição aristocrática na sociedade graças não só por conta de seus poderes, mas também por sua longevidade.

Destes temas, dois são aparentemente permanentes em várias “recontagens” do mito: a sede por sangue, e seus hábitos quase que completamente noturnos. E justamente por essas duas características principais, é bem possível que os vampiros continuam a gerar fascínio dos seres humanos que são suas vítimas em potencial, até por uma incapacidade de se defender que na escuridão da noite fica ainda mais aparente.

Estes são temas que vamos encontrar nas próximas grandes obras vampirescas. Além da potencial volta de True Blood às telas de televisão, será lançado no ano que vem o filme do vilão do Homem-Aranha, Morbius, que é nada mais do que um vampiro no universo de Peter Parker. E teremos também a volta da série Vampire the Masquerade aos videogames através de Bloodlines 2, continuação do famoso jogo de 2004 que apesar de muitos problemas de performance, continua a angariar fãs por meio de uma história fascinante.

Tais histórias fascinantes são muitas das vezes possíveis só por conta do material-base que os vampiros oferecem. Um material-base que tem tudo para continuar a ser um grande sucesso de bilheteria, vendas e tudo o mais, servindo para passar de geração em geração o medo - e principalmente o fascínio - que temos por estas criaturas.

 


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