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12/01/2018 15:14

Sintep critica criação de escolas militares e aponta desvio de função dos policiais

Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) contesta as ações do Governo Pedro Taques (PSDB) por abrir escolas militares no Estado. Afirma que as instituições vão limitar os princípios constitucionais do "pluralismo de ideias e de concepções". E dizem ainda que há desvio de finalidade da função da Polícia Militar, que é fazer a Segurança dos cidadãos, ao retirar os policiais das ruas.

Mato Grosso tinha apenas uma escola militar, em Cuiabá, mas no ano passado o governo assinou decreto para a criação de mais três em Sorriso, Nova Mutum, Confresa e Juara, no começo do ano passado, e no final, também estava sendo discutido Alta Floresta e Sinop, para funcionar já em 2018. No ranking de qualidade, a escola Tiradentes é a que tem melhor ensino público da Capital. Está na lista das 100 melhores instituições do Estado, que possui apenas 12 públicas na relação, sendo todas as outras no interior.

 O Sintep critica ainda que parte das vagas nas instituições seja destinada para filhos de militares. “São recursos públicos, ou seja, de todos, assegurado para alguns”, destaca o presidente do Sintep/MT, Henrique Lopes do Nascimento (PT).

No município de Alta Floresta, a diretora regional do Sintep, Ilmarli Teixeira, relata o despejo de estudantes feito em uma das escolas tradicionais da cidade. “Na surdina os representantes do estado chegaram e informaram a militarização da unidade, deixando refém toda a comunidades escolar. Muitos alunos que estudam na escola terão que ir para outra unidade. Não levaram em conta nem o fato de que muitos desses alunos dependerão de transporte para estudar, já que as escolas são em outras regiões. Foi um desrespeito total, também com os profissionais”, disse.

O diretor regional do Sintep de Sinop, Valdeir Pereira criticou o fechamento do Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja), no município, para transformá-lo em escola militar. “A comunidade escolar resistiu e não aceitou a mudança. O processo de matrículas no Ceja teve prosseguimento. O Sintep Sinop protocolou denúncia contra essa arbitrariedade o Ministério Público”, relata o diretor.

Henrique Lopes destaca que os valores cultivados nas escolas não podem ser outros, além do pleno desenvolvimento da cidadania sob pena da sociedade abrir mão de conquistas históricas para o país, desde a Constituição de 1988.

“A militarização das escolas públicas está sendo feita a toque de caixa, desvia recursos públicos para um segmento social, o que é inconstitucional. E ainda, fere a gestão democrática, pois a tomada de decisão não é coletiva da comunidade escolar”, acrescenta a vice-presidente do Sintep, Jocilene Barboza (PT).

Os sindicalistas dizem que "militarização das escolas públicas não pode ser a resposta de um governo democrático para os problemas da educação pública (indisciplina, evasão, violência, infraestrutura precária, entre outros). Os problemas existem e a solução para eles está em mais investimento nas políticas públicas. A finalidade da Segurança Pública não é a educação”, conclui Lopes. (Com Assessoria do Sintep)


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
Alta Floresta - MT
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