Destaques

11/01/2018 18:04 Valquiria Castil, repórter do GD

Presa por morte de prefeito em Colniza, médica é denunciada por usar certificado falso

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou nesta quinta-feira (11) a médica Yana Fois Coelho Alvarenga, acusada de participar da morte do prefeito Esvandir Antonio Mendes, por falsidade ideológica e uso de documentação falsa ao atuar como pediatra no Hospital Municipal André Maggi, na cidade de Colniza (1.065 Km a noroeste de Cuiabá).

Divulgação/MPE

Certificado entregue por Yana à direção do Hospital André Maggi, em fevereiro de 2015.

Segundo a denúncia, protocolada na Vara Única da Comarca de Aripuanã (1.002 km a noroeste da Capital), entre fevereiro e maio de 2015, Yana entregou um certificado falso de conclusão de residência médica na especialidade de pediatria no Hospital Municipal. No documento, ela dizia que tinha feito o curso na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

No entanto, a Coordenadoria Geral da Comissão de Residência Médica (Coreme), da USP São Paulo, negou a informação. A instituição afirmou que os dados de Yana "não constam em nos registros de pós-graduação senso lato Residência Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo".

O MPE apontou que Yana se apresentava como pediatra e no perfil do hospital em redes sociais a médica era descrita como "pediatra com pós-graduação em dermatologia".

Divulgação/MPE

Resposta do Coreme nega a participação de Yana no curso de residência médica na USP. 

Em depoimento a suposta médica confessou que não possuía o título de pediatra e que quando atendeu no hospital municipal de Colniza e outras unidades onde atuou assinava como tal especialista.

Na denúncia, o órgão ministerial sugere 4 nomes no rol de testemunhas de acusação e pede que Yana Fois seja autuada, processada e condenada.

Atualmente, Yana se encontra-se presa na Penitenciária Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A médica é mulher do empresário Antônio Pereira Rodrigues, apontado como mandante do homicídio. Yana teria a responsabilidade de dar cobertura aos atiradores, uma vez que ela teria mandado que o adolescente fosse buscar os executores após o crime.

Reprodução/Gazeta Digital

Relembre o caso - Segundo a Polícia Civil, no dia do crime em 15 de dezembro de 2017, os bandidos abordaram o prefeito Esvandir dentro do seu um veículo, Toyota SW4 preta, a cerca de 7 quilômetros da entrada de Colniza. Ele estava acompanhado da primeira-dama, Rosemeire Costa, e do secretário municipal de Finanças, Admilson Ferreira dos Santos, quando os bandidos se aproximaram e dispararam contra eles.

Após ser atingido, Vando ainda conseguiu dirigir até a Avenida 7 de Setembro, no centro da cidade, quando perdeu o controle do veículo e bateu o carro. Ele morreu no local. O secretário também foi atingido na perna esquerda e nas costas e segue internado.

Os suspeitos fugiram em um veículo quando foram parados por uma viatura do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra) em uma estrada entre os municípios de Juruena e Castanheira (880 e 735 km a Noroeste da Capital, respectivamente).

Dentro do automóvel foram apreendidos R$ 60 mil, em dinheiro, provenientes do pagamento pela execução do prefeito, segundo a polícia. O dinheiro estava em um pacote do Banco do Brasil, sendo um montante de R$ 50 mil, e outros dois volumes de R$ 10 mil. Já as armas dos crimes foram jogadas em um rio.


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
Alta Floresta - MT
Fone (66) 9.8412-9214
nativanews@hotmail.com

Redes Sociais

Todos os direitos reservados ao Site Nativa News
Qualquer material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo