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26/07/2020 06:16

PNAD COVID19: Cai o número de afastados do trabalho devido à pandemia em Mato Grosso

A PNAD COVID19, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que 126 mil pessoas ocupadas estavam afastadas do trabalho que tinham devido ao distanciamento social em Mato Grosso em junho, o que representa 8,3% do total da população ocupada. Em maio, eram 149 mil mato-grossenses ou 9,7% da população ocupada na mesma situação. O número de pessoas que estavam trabalhando de forma remota (home office) subiu de 60 mil para 65 mil na mesma comparação.

O levantamento é uma versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), realizado em parceria com o Ministério da Saúde desde o início de maio, e com coleta exclusivamente por telefone, para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal. Em Mato Grosso, 155 entrevistadores do IBGE telefonam mês a mês para monitorar os cerca de 5.000 domicílios selecionados em 97 cidades. Em todo o Brasil, 2.000 agentes de pesquisa entrevistam moradores de 193 mil residências.

De acordo com a PNAD COVID19, 147 mil mato-grossenses não ocupados não procuraram emprego por conta da pandemia de Covid-19 ou por falta de trabalho na localidade em que vivem, mas gostariam de trabalhar na semana de referência. Em maio, eram 168 mil pessoas nessas condições.

O IBGE estima que, em junho, 1,5 milhão de pessoas estavam ocupadas em Mato Grosso, embora 2,7 milhões estivessem em idade para trabalhar, ou seja, tinham 14 anos ou mais de idade. Isso significa que pouco mais da metade (55,5%) estava trabalhando no mês passado. Já o total de desocupados no estado variou de 174 mil, em maio, para 187 mil, em junho.

A taxa de desocupação de Mato Grosso passou de 10,2% para 10,9% entre maio e junho. Dentre todas as pessoas ocupadas e afastadas do trabalho no estado em junho por qualquer motivo (177 mil), 114 mil continuaram a receber a remuneração e 63 mil deixaram de receber a remuneração. Em maio, de 207 mil pessoas ocupadas e afastadas do trabalho por qualquer razão, 123 mil recebiam e 84 mil não recebiam salário.

Segundo a pesquisa, do total de ocupados no estado, 525 mil pessoas estavam na informalidade. A Proxy da taxa de informalidade, que é o percentual de pessoas ocupadas como trabalhadores informais em relação ao total de ocupados (isto é: [trabalhadores informais/pessoas ocupadas] x 100), foi de 34,5% em junho.

O percentual de domicílios que receberam algum auxílio relacionado à pandemia (como o Auxílio Emergencial e o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda) aumentou de 38,8% das residências de Mato Grosso, em maio, para 43,3%, em junho. Já a média do rendimento proveniente do auxílio emergencial recebido pelas famílias passou de R$ 784 para R$ 800.

De acordo com a PNAD COVID19, o número médio de horas normalmente trabalhadas em todos os trabalhos no estado era de 40 horas em junho. O número médio de horas efetivamente trabalhadas em todos os trabalhos, porém, foi de 33 horas. Já o rendimento médio real normalmente recebido de todos os trabalhos das pessoas ocupadas era de R$ 2.310, enquanto que o rendimento médio real efetivamente recebido de todos os trabalhos das pessoas ocupadas no mês anterior à entrevista foi de R$ 2.102 em junho.

SAÚDE: 62 mil pessoas com sintoma dizem ter procurado atendimento em junho

A PNAD COVID19 estimou que 209 mil mato-grossenses (ou 6% da população) apresentaram pelo menos um dos 12 sintomas associados à síndrome gripal (febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de olfato ou paladar e dor muscular) que são investigados pela pesquisa no mês de junho. Em maio, eram 187 mil pessoas ou 5,4%.

Dos 209 mil mato-grossenses que apresentaram algum sintoma, cerca de 30% (ou 62 mil pessoas) procuraram estabelecimento de saúde em busca de atendimento (postos de saúde, equipe de saúde da família, UPA, Pronto-socorro ou Hospital do SUS ou, ainda, ambulatório/consultório, pronto-socorro ou hospital privado). Em maio, 37 mil pessoas ou 20% procuraram ajuda.

O total de pessoas que apresentaram sintomas conjugados de síndrome gripal que podiam estar associados à Covid-19 (perda de cheiro ou sabor; ou tosse, febre e dificuldade para respirar; ou tosse e febre e dor no peito) passou de 15 mil para 37 mil, o que representa 1,1% da população.

Do total de 37 mil pessoas que tiveram sintomas conjugados de síndrome gripal, 68,7% (ou 26 mil) foram a algum estabelecimento de saúde. Em maio, esse número era de 6.000 pessoas ou 36,8% dos que tiveram sintomas conjugados.

De acordo com a pesquisa, 90 mil mato-grossenses deixaram de ter plano de saúde: em maio, eram 789 mil (22,8% da população) usuários, e em junho, esse número passou para 699 mil (20,3% da população).

Em todo o Brasil, 29,4 milhões de domicílios receberam auxílio emergencial em junho

Em junho, 29,4 milhões de domicílios brasileiros receberam algum auxílio relacionado à pandemia (como o Auxílio Emergencial e o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda), correspondendo a 43% do total de domicílios (68,3 milhões) no país. Em maio, eram 26,3 milhões de domicílios, atingindo cerca de 38,7%. O valor médio do benefício foi de R$ 881 por domicílio. Nas regiões Norte e Nordeste, respectivamente, 60,0% e 58,9% receberam esse tipo de auxílio.

Entre os 83,4 milhões de trabalhadores do país, cerca de 14,8 milhões estavam afastados do trabalho e, entre estes, 7,1 milhões estavam sem remuneração, o equivalente a 48,4% dos trabalhadores afastados. Em maio, este percentual chegou a 51,3%, o equivalente a 9,7 milhões de pessoas. No Nordeste, 51,8% das pessoas afastadas do trabalho estavam sem remuneração.

O percentual de afastados devido à pandemia caiu de 18,6% para 14,2% dos ocupados, de maio para junho, totalizando 11,8 milhões de pessoas. O Nordeste apresentou o maior percentual de pessoas afastadas do trabalho devido ao distanciamento social (20,2%), seguido pela região Norte, (17,1%), enquanto o Sul foi a região menos afetada (7,8%). Em todas as grandes regiões, caiu a proporção de pessoas afastadas devido ao distanciamento social.

Nordeste e Sudeste têm as maiores taxas de desocupação

Em junho, a PNAD COVID19 estimou que houvesse no país 170,1 milhões de pessoas com 14 anos ou mais de idade, a chamada população em idade de trabalhar. A população na força de trabalho era de 95,2 milhões, dos quais 83,4 milhões eram ocupados e 11,8 milhões de desocupados. A população fora da força de trabalho somava 74,9 milhões de pessoas.

Em relação a maio, o contingente de pessoas na força de trabalho cresceu 0,8% e o de pessoas fora da força caiu 0,6%. Houve redução de 1,1% no total de pessoas ocupadas e aumento de 16,6% no total de desocupados. Em todas as grandes regiões, a população desocupada aumentou, sendo a maiores variações observadas no Sudeste (18,8%) e Nordeste (18,6%) e a menor no Centro-Oeste (9,1%).

A taxa de desocupação foi de 12,4% em junho, um aumento de 1,7 ponto percentual em relação a maio (10,7%). A taxa cresceu em todas as grandes regiões de maio para junho, passando de 11,2% para 13,2% no Nordeste, de 10,9% para 12,9% no Sudeste, de 11,4% para 12,4% no Centro-Oeste, de 11,0% para 12,3% no Norte e de 8,9% para 10,0% na região Sul.

2,4 milhões de pessoas apresentaram sintomas conjugados associados à Covid-19

Em junho, cerca de 15,5 milhões de pessoas (ou 7,3% da população) mostraram algum dos sintomas de síndromes gripais. Em maio, foram 11,4% da população com algum sintoma (24 milhões). A perda de cheiro ou de sabor foi informada por 1,0% da população (2,2 milhões de pessoas). A seguir, vieram tosse, febre e dificuldade para respirar (0,3% ou 703 mil pessoas) e tosse, febre e dor no peito (0,3% ou 508 mil pessoas).

Ao todo, 2,4 milhões de pessoas (ou 1,1% da população) apresentaram sintomas conjugados de síndrome gripal que podiam estar associados à Covid-19 (perda de cheiro ou sabor ou febre, tosse e dificuldade de respirar ou febre, tosse e dor no peito). Em maio, foram 4,2 milhões, o equivalente a 2% da população.

Cai de 18,6% para 14,2% o percentual de afastados do trabalho pela pandemia

Entre os 83,4 milhões de trabalhadores do país, 14,8 milhões estavam afastados do trabalho que tinham na semana de referência e 11,8 milhões estavam afastados devido ao distanciamento social, representando, respectivamente, quedas de 22,2% e 24,9% em relação ao total de pessoas afastadas em maio. A redução dos afastamentos do trabalho devido à pandemia também pode ser verificada pela queda na proporção de pessoas afastadas por este motivo no total de pessoas ocupadas, que de maio para junho passou de 18,6% para 14,2%.


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Jose Lucio Junqueira Caldas
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