Cidade

05/07/2020 11:53 Gazeta Digital

Vídeo mostra conselheiro TCE descendo escadas para para jogar com cheques em lixeira

Imagens obtidas pela reportagem mostram o momento exato em que o agente da Polícia Federal flagra o conselheiro afastado Waldir Teis, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), rasgando vários cheques e o colocando em uma lixeira. A tentiva foi a causa da prisão preventiva de Teis na última quarta-feira (1) por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No vídeo de 2 minutos e 6 segundos, aparece o conselheiro saindo do escritório e descendo os 16 andares do prédio onde está localizado o seu escritório.

Quando ele chega no elevador da garagem, começa tirar os cheques do bolso para amassar e jogar no lixo. Porém, um agente da PF o acompanhou e viu toda a ação.

Waldir Teis foi preso e denunciado pelo MPF por obstrução de justiça, além de pedir a devolução de R$ 3 milhões. Ele é acusado de participar de um esquema de que desviou R$ 137 milhões entre os anos de 2012 e 2015 nos Tribunal de Contas do Estado.
 
Comemoração

Logo após a prisão e de analisar as imagens em que um dos agentes da PF flagraram Waldir Teis tentando jogar fora os cheques, o delegado regional de Combate ao Crime Organizado da PF, Carlos Henrique Cotta Dangelo, elogiou e agradeceu a equipe que atuaram na operação. "A prisão de um conselheiro afastado do TCE/MT na data de hoje é fruto de um complexo e extenuante trabalho da equipe da Delecor. A esses valorosos colegas as nossas congratulações", diz trecho do comunicado repassado aos agentes da PF.

"Mas registramos também o profissionalismo e a sagacidade do agente que, confirmando ser a diligência de busca e apreensão, uma ação complexa e técnica a exigir preparo e atenção de todos os policiais que dela participam, não só evitou a destruição de provas importantes como escancarou a má- fé do investigado. Eis o fundamento da prisão do conselheiro. Parabéns a todos", concluiu o comunicado.

 

Defesa

Defesa do conselheiro, os advogados Diógenes Curado e Emanuel Bezerra recorreram da decisão, solicitando o relaxamento da prisão tanto no STJ, quanto no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo eles, Waldir Teis não nega os fatos e já tinha se explicado sobre o fato de ter jogado os cheques fora, "que foi em todos os sentidos lamentável e injustificável".

 

"Os cheques nada tinham de errado. Eram de familiar e perfeitamente legal. Não existia uma prova criminal ali.  A questão é que o conselheiro Waldir tentava evitar que familiares, que já sofriam muito, entrassem no problema dele", afirmou ao dizer que tal explicação foi omitida na decisão do ministro.

 

Prisão

O ex-conselheiro Waldir Teis está preso na sala do Estado Maior, no Centro de Custódia da Capital, onde também ]fica os presos com formação superior


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Jose Lucio Junqueira Caldas
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