Cidade

02/12/2019 15:14

Cresce em 37,2% o número de casos de infecção pelo HIV entre os jovens em MT

Cresceu em 37,2% o número de casos registrados de infecção pelo HIV entre os jovens em Mato Grosso. Os registros apontam que os casos foram detectados na faixa etária de 20 a 29 anos de idade. E pessoas do sexo masculino representam o maior percentual, chegando 67,7%.
O levantamento sobre a doença divulgado pela Vigilância Epidemiológica, revela que a infecção pelo vírus HIV teve 921 registros no Estado em 2017. Dados da Vigilância Epidemiológica mostram que em 2018 foram registradas 859 pessoas contaminadas pelo vírus. Neste ano[2019], já são 718 casos de infecção.
O número de pessoas com o HIV em Cuiabá era de 354 em 2017. Em 2018, o registro de novos casos reduziu para 301. Em Várzea Grande foi registrado 23 casos de HIV. Em 2018, o registro subiu para 28 novos casos de contaminação pelo vírus.
Em relação a registros de casos de Aids, o sexo masculino também lidera o ranking de pessoas com a doença com um total de 63,60%; a faixa etária jovem também é maior em número de casos, com 1.041 registros, entre 20 e 29 anos de idade.
De acordo com o balanço, Mato Grosso registrou em 2017 um total de 454 casos de Aids. Em 2018 esse número foi de 376 e em 2019 já existem registros de 268 pessoas com Aids.
Na capital, houve o registro de 29 pessoas com a doença Aids, no ano de 2017. Em 2018, o número subiu para 57 casos. Já Várzea Grande teve 354 casos em 2017, e, em 2018 a cidade registrou 301 casos.
Combate a doença em MT
No dia mundial de luta contra a Aids, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), por meio da Vigilância Epidemiológica, alerta para a importância do uso dos preservativos masculinos e femininos, que são meios seguros de evitar a infecção do vírus HIV.
De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Alessandra Moraes, os preservativos impedem a contaminação de todos os tipos de vírus transmitidos por meio de relação sexual, as chamadas Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Além desse produto de prevenção que é distribuído gratuitamente em postos de saúde nos municípios e pelo Governo do Estado, existem as seguintes estratégias para a prevenção da transmissão do HIV: as medidas de prevenção pós-exposição (PEP) e pré-exposição (PrEP), que são medicamentos.
Esses métodos devem ser procurados sempre que houver relação sexual sem camisinha ou passar por alguma outra situação de risco, como em caso de estupro e contato com material perfurante contaminado com material biológico, por exemplo.
Nestas situações, a orientação é ir até a unidade de saúde imediatamente, informar-se sobre a profilaxia pós-exposição (PEP) e fazer o teste.
“A falta de prevenção ainda é a principal causa da luta contra a AIDS no mundo. O preservativo ainda é a forma mais eficaz e barata de evitar o vírus HIV e, consequentemente, o surgimento da AIDS, pois cria uma barreira segura e evita à contaminação. No Brasil, constata-se que os jovens usam pouco preservativo, as pesquisas apontam que a partir do terceiro encontro essa população deixa de usar o preservativo. Os adolescentes e jovens não vivenciaram a epidemia da AIDS nos anos 80 e 90, quando a sobrevida era menor, se morria rapidamente. Com o avanço da medicina, as pessoas infectadas conseguem uma sobrevida maior e ter um convívio social e familiar com melhor qualidade”, diz Alessandra.
Diferença entre Aids e HIV
HIV é uma sigla para o vírus da imunodeficiência humana. É o vírus que pode levar à síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). Ao contrário de outros vírus, o corpo humano não consegue se livrar do HIV. Isso significa que uma vez que você contrai o HIV, você viverá com o vírus para sempre.
A infecção com o HIV não tem cura, mas tem tratamento e pode evitar que a pessoa chegue ao estágio mais avançado de presença do vírus no organismo.
Diversos estudos científicos comprovam que uma pessoa vivendo com HIV em tratamento e com carga viral indetectável, além de experimentar uma melhor qualidade de vida, tem praticamente zero probabilidade de transmitir o vírus à outra pessoa – mostrando a eficácia do tratamento como uma ferramenta de prevenção.
Sintomas
Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebida. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. Os sintomas mais comuns nessa fase são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.
Onde buscar diagnóstico e tratamento
Em Mato Grosso, o tratamento da AIDS está disponível em 22 unidades municipais dos Serviços de Assistência Especializada (SAE).

Os SAEs estão localizados em Cuiabá (3), Várzea Grande (1), Diamantino (1), Barra do Garças (1), Cáceres (1), Rondonópolis (1), Tangará da Serra (1), Juara (1), Juína (1), Alta Floresta (1), Peixoto de Azevedo (1), Sinop (1), Sorriso (1), Querência (1), Canarana (1), Primavera do Leste (1) Marcelândia (1) Itiquira (1) Colíder (1) e Confresa (1). Está em processo de implantação o SAE em Nova Mutum e em Água Boa.

Para ter acesso ao diagnóstico e ao tratamento, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima de onde reside, ou seja, Programa Saúde da Família (PSF), posto de saúde ou no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA); o diagnóstico é gratuito e qualquer pessoa que vive com HIV também tem o direito ao tratamento antirretroviral por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

No âmbito do governo do Estado, SES-MT dispõe do Centro Estadual de Referência de Média e Alta Complexidade de Mato Grosso (Cermac), que também atende pacientes diagnosticados com Aids, mediante regulação realizada pelos municípios.

No país

No Brasil - entre 2010 e 2018 -, houve igualmente um aumento no número de novas infecções por HIV. Os dados são do Unaids, a agência da ONU especializada na epidemia.

De acordo com os novos dados, o Brasil apresentou um aumento de 21% no número de novos casos em oito anos. O aumento ainda fez com que a América Latina registrasse, em média, um incremento de 7% nos novos casos de aids na região entre 2010 e 2018.

Em números absolutos, o Brasil registrou 44 mil novos casos em 2010. Em 2018, esse número foi de 53 mil. Por conta de seu tamanho, o País acabou influenciando a média latino-americana, que viu uma alta de 7% neste período. Em 2018, foram 100 mil novos casos na região, com 35 mil mortes.


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
Alta Floresta - MT
Fone (66) 9.8412-9214
nativanews@hotmail.com

Redes Sociais

248x90

Todos os direitos reservados ao Site Nativa News
Qualquer material não pode ser publicado, transmitido, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo