Cidade

16/10/2017 19:12

Bombeiros capturam lobo-guará no Centro de Colíder

O Corpo de Bombeiros de Colíder realizou ontem a captura de um lobo-guará em pleno centro da cidade de Colider. O animal apareceu repentinamente no pátio de um antigo hospital no final da avenida Tancredo Neves. Assustado com a presença de alguns moradores, o animal ficou encurralado em um corredor das antigas instalações do hospital. Quando a guarnição dos bombeiros chegou, o animal ficou ainda mais inquieto.

O veterinário Cícero Antonio Bezerra Marques de Sá foi chamado para auxiliar e sedou o animal, medida necessária para que ele pudesse ser transportado para um habitat natural, sem se machucar por se debater.

Ele relatou ao Nortão Online que se tratava de um lobo-guará macho, adulto, com idade entre 5 e 6 anos e pesando cerca de 25 kg. Os bombeiros soltaram o animal hoje em uma área de reserva, há cerca de 80 km da cidade. Acredita-se que ele tenha se extraviado do bando e chegado próximo ao centro devido a várias queimadas nas matas, ocorridas no mês passado.

 

O lobo-guará (nome científico: Chrysocyon brachyurus) é uma espécie de canídeo endêmico da América do Sul. Provavelmente, a espécie vivente mais próxima é o cachorro-vinagre. Vive em savanas e áreas abertas no centro do Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia, sendo um animal típico do Cerrado. É o maior canídeo da América do Sul, podendo atingir entre 20 e 30 kg de peso e até 90 cm na altura da cernelha. Suas pernas longas e finas e a densa pelagem avermelhada lhe conferem uma aparência inconfundível. O lobo-guará é adaptado aos ambientes abertos das savanas sul-americanas, sendo um animal crepuscular e onívoro, com importante papel na dispersão de sementes de frutos do cerrado, principalmente a lobeira (Solanum lycocarpum).

Apesar de não ser considerado em perigo de extinção pela IUCN, todos os países em que ele ocorre o classificam em algum grau de ameaça, apesar de não se saber a real situação das populações. Está ameaçado principalmente por causa da destruição do cerrado para ampliação da agricultura, atropelamentos, caça e doenças advindas dos cães domésticos. No entanto, é adaptável e tolerante às alterações provocadas pelo ser humano.

Algumas comunidades carregam superstições sobre o lobo-guará e podem até nutrir certa aversão ao animal. Mas em geral o lobo-guará provoca simpatia em humanos e por isso é usado como espécie bandeira na conservação do Cerrado.

 

 


Nativa News

Jose Lucio Junqueira Caldas
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