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21/09/2017 06:31

Como curar patologia que não se comprova no CID

A “Cura Gay” voltou a ser pautada pelo Judiciário, porém, como curar uma patologia que não se comprova no CID, ou seja, que não existe clinicamente? Como profissional entendo não se tratar de uma anomalia, doença ou patologia, e, portanto, não há um tratamento e sim a necessidade de promover um amplo debate, e até mesmo uma profunda análise para que possa se ter aceitação, seja por parte da família, do indivíduo, e até mesmo da sociedade.

O fato de amar uma pessoa do mesmo sexo, não é suficiente para promover um aparato para se buscar a cura. Como terapeuta atendo pacientes com opções sexuais e de vida diversos, não conseguindo analisar como é feita a terapia voltada à cura gay, pois não acredito que seja algo atestado e mutável. O ser humano é passível de mudanças em muitos aspectos, porém não existe uma cura para homossexualidade.

A condição sexual do individuo não deve ser um condicionante para que a sociedade imponha o certo ou errado, sendo passível de doenças psicossomáticas, depressão, síndromes e chegando até às tentativas de suicídio. A família é o primeiro núcleo social ao qual somos inseridos, e senão há aceitação dentro destas o ser humano tende a buscar aceitação, nos demais núcleos, e não encontrando irá se condicionar a modificações, que além de não surtir efeito vão torná-lo depressivo e até mesmo mudar sua forma de se relacionar com o mundo.

Não há uma pesquisa consistente ainda para formular as causas da homossexualidade, e muito menos uma profilaxia, ou seja, uma cura para a mesma. Não havendo causa genética, cromossômica, ou sinais de alteração psicossocial, e mesmo assim existem homossexuais, com nomenclaturas e definições múltiplas, não fazendo com que eles deixem de coexistir como SERES HUMANOS.

Mas na ótica da religião, Deus condena a homossexualidade? Como cristã não vejo dessa forma, analiso que Deus é amor e como mandamento principal mandou “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Vejo que a sociedade atual está perdendo a união com o Divino, deixando de lado a base e usando o que é conveniente para tudo, seja a vida, seja a religião.

A decisão Jurídica, mesmo de forma liminar, impactou e trouxe a tona o debate, e é um momento de analisarmos de maneira coesa e justa. A sociedade necessita quebrar paradigmas e ser menos conservadora, afinal a sexualidade não define caráter, vemos grandes profissionais homossexuais, pais e que constroem famílias. Precisamos olhar o todo, e trabalhar por um mundo melhor, unindo e não segmentando, e voltar aos primórdios é um retrocesso.

Precisamos debater sim, mas com fatos e com sentimento de tolerância e aceitação, afinal, a construção de um mundo melhor é coletiva.

Dra Laura Oliveira Gonçalves (CRP/MT 18/2109), psicóloga atua na Abordagem Sistêmica (Terapeuta para casais, crianças, família, adolescentes). Especialista em Avaliação Psicológica e Especialista em Psicologia do Trânsito.

Instagram: dralaura_psicologiaclinica – Cel.: (65) 98135-8840.


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Jose Lucio Junqueira Caldas
Alta Floresta - MT
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