Agronegócios

17/11/2020 06:41 DBO

“Queda de braço” entre indústria e pecuarista põe mercado em banho maria

Na segunda-feira (16/11), grande parte dos frigoríficos optou por se manter fora das compras de gado, com o intuito de avaliar o resultado das vendas de carne no último final de semana e, assim, traçar a melhor estratégia de negócios para os próximos dias, relata a IHS Markit.

“O mercado físico da boiada gorda abre a semana com fluxo quase nulo de negócios entre as importantes praças pecuárias do País”, ressalta a consultoria. 

A posição de cautela da indústria frigorífica, continua a IHS, reflete a preocupação em relação ao ritmo de escoamento da produção e à dificuldade de repasse do aumento dos custos com a compra de boiada, cujo valor da arroba se mantém em patamares recordes. “Outro ponto que trouxe cautela à indústria foi a notícias de que a China havia detectado rastros de coronavírus em amostras de embalagens de carne bovina procedente do Brasil”, observa a IHS Markit, referindo-se ao caso noticiado na última semana envolvendo remessas da Marfrig.

Do lado vendedor, as indicações de compra abaixo das máximas vigentes afugentaram ainda mais os pecuaristas. Dessa maneira, a oferta de boiada segue restrita e o impasse entre frigoríficos e pecuaristas deve predominar no decorrer desta semana, fundamentada na mudança de comportamento do mercado nos últimos dias, prevê a IHS.

Giro pelas praças

Entre as praças da região Centro-Sul do Brasil, os preços do boi gordo oscilaram de forma distinta nesta segunda-feira. No Mato Grosso do Sul e Goiás, houve efetivações de negócios a valores mais baixos que a semana anterior. Nesses dois Estados, algumas indústrias reduziram ainda mais a capacidade de abate diário para adequar a demanda a oferta. Mesmo assim, os negócios foram pontuais e as escalas atendem apenas três dias, informa a IHS.

Segundo dados apurados pela Scot Consultoria, em Campo Grande-MS, a cotação do boi gordo caiu R$ 4/@ nesta segunda-feira, na comparação com o valor de sexta-feira (13/11), para R$ 276/@ (preço bruto e à vista).

Em  Mato Grosso, relata a IHS, os preços do boi gordo ainda esboçaram modesta firmeza, com algumas indústrias buscando fechar pequenas lacunas em suas programações de abate. Nas demais praças do Centro-Sul, o mercado registrou preços nominais devido à ausência de volumes significativos de negócios.

No Norte do país, foram registrados modestos ajustes positivos em Rondônia e Pará, onde havia planta com programação de abate para 2 dias. Oferta escassa ainda tem dado suporte aos preços locais, informa a IHS.

Em São Paulo a cotação do boi gordo permanece em R$ 290/@, preço bruto e à vista, de acordo com a Scot.  Os preços das fêmeas também estão estáveis desde 13/11. A vaca gorda está cotada em R$ 270/@, preço bruto e à vista.

No mercado atacadista, as vendas de carne bovina se mostraram aparentemente regulares, visto houve relatos de inconsistência no fluxo entre algumas regiões do País, sobretudo diante das sucessivas altas vistas na semana anterior, relata a IHS.

Com a chegada da segunda quinzena, o consumo de carne bovina tende a perder força. No entanto, como a oferta da proteína nas câmaras frigoríficas deve-se manter enxuta, os preços continuaram estáveis, uma vez que os abates diários de gado devem se manter irregulares nos próximos dias, avalia a IHS Markit.

Confira as cotações desta segunda-feira, 16 de novembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 282/@ (à vista)
vaca a R$ 265/@ (à vista)

MS-C. Grande:

boi a R$ 284/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@  (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 262/@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 272/@ (prazo)
vaca a R$ 261@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 273@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 264/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 267/@ (à vista)
vaca a R$ 256/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca R$ 271/@  (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 291/@ (à vista)
vaca a R$ 276/@  (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 286@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 281/@ (à vista)
vaca a R$ 266/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 258/@ (à vista)
vaca a R$ 240/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 258/@ (à vista)
vaca a R$ 240/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 268/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 273@ (prazo)
vaca a R$ 263/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 273/@ (prazo)
vaca a R$ 266/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 262@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 273/@ (à vista)
vaca a R$ 260/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 266@ (à vista)
vaca a R$ 251/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 261/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 266/@ (à vista)
vaca a R$ 251/@ (à vista)


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Jose Lucio Junqueira Caldas
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